A política é uma arte. O exercício dessa nobre causa é, sem dúvida, algo que pode ser classificado como uma missão de vida. Todos nós acompanhamos o quanto foi difícil para a prefeita Sheila Lemos tornar-se a mulher pública, a gestora e a liderança política que se consolidou, depois que o ex-prefeito Herzem Gusmão partiu e ela, na condição de vice, assumiu os destinos administrativos de Vitória da Conquista.

A partir dali, iniciou-se uma luta incansável. Foi, na verdade, a necessidade de se tornar resiliente, paciente, firme, buscando forças onde fosse possível encontrá-las para dar prosseguimento à gestão à frente do município. Não foi simples, não foi fácil e tampouco foi confortável.

Aqui não se trata apenas de uma nota política ou da opinião de um comunicador que atua há anos com responsabilidade e respeito. Trata-se de uma observação isenta, construída ao longo do tempo, dialogando com todos os segmentos vivos, ativos e pensantes de Vitória da Conquista. Sempre mantive esse viés e assim continuarei, porque acredito que há decência nesse caminho e, sobretudo, porque o silêncio, em determinados momentos, não é uma opção.

Não se trata de alinhamento ideológico ou partidário automático. Trata-se de reconhecer fatos. E é inegável que há, sim, uma admiração pelo trabalho que a prefeita executa à frente da capital do sudoeste da Bahia. Isso é comentado, analisado e debatido de forma tranquila por amigos, colegas e observadores da cena política local.

A prefeita resistiu. Houve fogo amigo, houve tentativas de enfraquecimento, de desqualificação política e administrativa. Ainda assim, ela reagiu com ação. Articulou, dialogou, trouxe partidos para junto de si e construiu uma frente partidária que lhe garantiu uma vitória convincente no primeiro turno, enfrentando uma chapa robusta liderada pelo deputado federal Waldenor Pereira e pela advogada Luciana Silva.

Ali, ficou claro que emergia uma nova liderança política em Vitória da Conquista. Uma mulher que, após Pedral, se consolidou como liderança inconteste no cenário local.

Agora, a prefeita vive outro momento sensível e desafiador, que é o projeto de eleger o seu esposo, Wagner Alves, como deputado estadual. É evidente que essa decisão não foi tomada sem reflexão. Havia caminhos desenhados, cenários analisados e consequências previstas.

Ainda assim, ao anunciar essa escolha, abriu-se um novo tabuleiro político. Cada correligionário, cada vereador, cada aliado passou a ter liberdade para decidir como seguir. Permanecer no campo de apoio direto à prefeita nas eleições de 2026 ou trilhar outro caminho. Isso faz parte da política e ela sabe disso.

Vitória da Conquista vive um momento de observação. Nada está escondido. Tudo está sendo acompanhado de perto pela população. Espera-se que o desfecho seja positivo para a cidade como um todo.

Uma coisa é certa e não pode ser negada em hipótese alguma. A prefeita está diante de mais um grande desafio antes de 2028, quando, de fato, estará em jogo a cadeira principal da Praça Joaquim Correia, sede da Prefeitura Municipal.

Vamos aguardar. Vamos observar. Vamos analisar os movimentos, as posições e as escolhas. E, acima de tudo, será a população de Vitória da Conquista quem fará o julgamento final, como sempre fez.

Muito obrigado pela leitura.