A onda de calor que se abate sobre o país, evidentemente, leva as pessoas a recorrerem à água: um banho de mar, um mergulho em rios, açudes ou até nas torneiras de praças públicas, na tentativa de amenizar a temperatura. Mas, trazendo a reflexão para o nosso contexto regional, a preocupação se repete ano após ano.

Aqui em Vitória da Conquista, por exemplo, as cenas se repetem com tristeza. Quando vamos para as cidades praianas, os cuidados, infelizmente, são relaxados. Crianças entram no mar sem a devida atenção, sob o olhar complacente de muitos pais, que se distraem na areia, sentados em mesas, bebendo cerveja, comendo acarajé e conversando com amigos. De repente, percebem que o filho se aventurou nas águas, colocando a própria vida em risco.

É triste. É lamentável. E o resultado é sempre o mesmo: números que aumentam, estatísticas que crescem, famílias enlutadas, amigos entristecidos. São vidas que se perdem de forma evitável. E é importante lembrar que não são apenas crianças que se tornam vítimas. Os adultos também.

Muitos, ao exagerarem no consumo de bebida alcoólica e perderem os reflexos, sentem-se encorajados a enfrentar ondas traiçoeiras. Mas não é apenas o mar que representa perigo. Aqui perto, na Prainha de Anagé, os registros também se repetem. O mesmo ocorre em barragens, aguadas, açudes, rios e represas, quase sempre com desfechos fatais.

O verão está apenas começando. Ainda há tempo de mudar esse cenário. Com mais atenção, mais responsabilidade e mais cuidado, é possível evitar que novas tragédias aconteçam. Evitem banhos em locais perigosos. Mesmo em piscinas, inclusive as de hotéis, o cuidado deve ser constante.

Sejam prudentes. Que não tenhamos lares tomados pela dor da perda de um filho, de um pai, de uma mãe ou de um jovem. Não importa a idade. Ainda há tempo de corrigir essa falha grave e preservar vidas.