“Poderíamos até destinar parte do empréstimo para construir os viadutos, mas ponderei com os vereadores que o correto é utilizar recursos do governo”, explica a prefeita Sheila.

Na última terça-feira, 30, em uma rápida conversa numa emissora de rádio, a prefeita Sheila Lemos falou sobre algumas obras que serão executadas a partir do empréstimo contraído pela Prefeitura junto à Caixa Econômica Federal, aprovado pelo Legislativo conquistense. Dos vinte e três vereadores, vinte votaram favoráveis e apenas dois se posicionaram contrários.
A prefeita destacou que a democracia comporta divergências e que os votos contrários são naturais no parlamento. Segundo ela, a Câmara de Vereadores tem atuado em consonância com a Prefeitura, cada qual preservando sua independência, mas sempre dialogando em defesa dos interesses da população de Vitória da Conquista.
Em relação à construção dos viadutos prometidos pelo Ministério dos Transportes, a prefeita relembrou que, em reunião realizada em Brasília, uma comissão de vereadores se reuniu com o ministro Renan Filho, que garantiu a construção de alguns viadutos no perímetro urbano da cidade. No entanto, o tempo passou e as obras não saíram do papel.
Recentemente, durante a entrega de uma importante via urbana, a Avenida Presidente Vargas, que liga Vitória da Conquista a Barra do Choça dentro do perímetro urbano, o presidente da Câmara, vereador Ivan Cordeiro, teve a oportunidade de retomar o assunto em conversa com o governador Jerônimo Rodrigues e com o secretário de Infraestrutura da Bahia.
A urgência, segundo ele, é a construção de pelo menos dois viadutos: um na região da URBIS VI, no acesso à rodovia que segue para Ilhéus, considerado um cruzamento extremamente perigoso; e outro no Centro Industrial dos Imborés, apontado como ainda mais crítico. Conforme informou o presidente da Câmara, esses dois viadutos finalmente deverão ser construídos.
A prefeita explicou, em conversa com Zé Dias, que embora fosse possível destinar cerca de trinta milhões de reais do empréstimo para essas obras, é muito mais viável e correto que os recursos venham do governo federal. Segundo ela, esse entendimento foi compartilhado com o presidente da Câmara, a mesa diretora e o conjunto dos vereadores.
Fica claro, portanto, que o consenso, o equilíbrio e o bom senso prevaleceram. É assim que uma cidade cresce, avança e constrói soluções duradouras para a sua população.














