Ontem, o Flamengo, evidentemente, não defendia apenas as suas cores nem somente a sua torcida, espalhada pelos quatro cantos do país. Ressalvando, claro, aqueles torcedores ferrenhos que jamais abririam mão de secar a equipe rubro-negra, o Flamengo representava, sim, o futebol brasileiro.

E falo isso com toda certeza e com a franqueza que se faz necessária: o Flamengo honrou o futebol que, sem dúvida alguma, ocupa lugar de destaque no cenário internacional. Falamos isso diante de tudo o que o futebol brasileiro conquistou ao longo da história, sendo detentor do maior número de títulos de Copa do Mundo.

A alegria que fica é perceber que, muito embora a equipe francesa tenha jogadores reconhecidamente craques, com toda honestidade, não vi uma diferença tão grande entre o PSG e o Flamengo. O time jogou de igual para igual.

Teve chances reais de vencer a partida. É verdade que não dominou o jogo. O PSG teve maior posse de bola e criou mais oportunidades, mas o resultado, tanto nos noventa minutos quanto na prorrogação, poderia ter premiado qualquer uma das duas equipes que estavam em campo.

A decisão foi para os pênaltis, e fazia tempo que não se via um festival de defesas como o que assistimos. O goleiro do PSG, sem dúvida alguma, será alçado à condição de herói, porque foi ele quem salvou a equipe francesa de uma derrota nas cobranças de penalidades máximas.

O Flamengo retorna de forma honrosa ao nosso país e, com certeza, será recebido com festa pelos seus torcedores, não apenas no Rio de Janeiro, mas também nas diversas cidades brasileiras onde a Nação Rubro-Negra se faz presente.