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blog do marcelo

labo

O vereador Natan terá que ser punido pelo erro do seu partido? Ele vem buscando há tantos anos chegar à Câmara e, quando consegue, querem tirar-lhe o mandato.


O sistema político brasileiro, sinceramente, é algo que muitas vezes nos causa vergonha. É lamentável como certas situações se desenrolam. Vejam só: a Câmara abre mais vagas para deputados, enquanto todos nós sabemos — e os próprios parlamentares sabem mais do que ninguém — o quanto custa um mandato de deputado, senador ou vereador aos cofres públicos. É um expediente nocivo, dispendioso, que precisa ser corrigido com urgência. E ainda há tempo para isso.

Vejo com bons olhos, por exemplo, a proposta que está tramitando na Câmara dos Deputados, e que deverá ser aprovada — para nossa alegria e da maioria dos brasileiros —, que trata da unificação das eleições. A ideia é que, a partir de 2026, tenhamos eleições coincidentes para todos os cargos: vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador e presidente da República. Isso sim trará uma economia enorme para o país. Algo que já deveria estar em prática há anos. Felizmente, essa pauta começou a avançar, sem precisar de grandes pressões populares. Espero, sinceramente, que se concretize.

Mas voltando ao tema central desta reflexão: não tenho absolutamente nada contra a doutora Gabriela Garrido. Muito pelo contrário. Trata-se de uma mulher atuante, profissional da área de segurança, com um trabalho social relevante, especialmente nas causas da mulher e dos animais, das quais é uma defensora reconhecida.

No entanto, ela, amparada pela legislação vigente, tenta junto à federação partidária que apoiou o deputado Waldenor Pereira, reverter o mandato do vereador Natan da Correria. A alegação se baseia em um erro grave cometido pelo partido de Natan: o registro de uma candidatura feminina fictícia, que não recebeu sequer um voto — nem o da própria candidata — o que configura, segundo a Justiça Eleitoral, uma candidatura laranja.

A pergunta que não quer calar é: por que o vereador eleito tem que pagar por um erro que não cometeu?

Natan vem lutando há muitos anos para conquistar uma vaga na Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista. Sempre chegou perto. E agora que finalmente foi eleito pelo voto popular, corre o risco de perder o mandato por algo que não teve qualquer ingerência ou responsabilidade direta. Isso é justo?

Pune-se o partido, como prevê a legislação. Mas não se deve punir o vereador eleito, que nada teve a ver com a fraude — se é que ela realmente existiu, nos moldes em que está sendo apurada.

O Brasil precisa, urgentemente, repensar esse tipo de penalidade coletiva. O mandato é do povo, e não pode ser tirado assim, sem considerar a vontade expressa das urnas.

1 resposta para “O vereador Natan terá que ser punido pelo erro do seu partido? Ele vem buscando há tantos anos chegar à Câmara e, quando consegue, querem tirar-lhe o mandato.”

  • Marcelo says:

    Massinha, o que acontece é que o Vereador deve ser punido sim, junto com seu partido… pois deve a lei ser cumprida na sua íntegra, ele só entrou pq cumpriu a cota feminina, e além disso se for apelar pela vontade do povo, através do voto, Delegada Gabriela teve bem mais voto que ele. Então a lei tem que ser cumprida na sua íntegra, e o voto do povo vai continuar prevalecendo, pois os 2.301,00 votos de Gabriela… não deixa de expressar a vontade popular menos que os votos do outro candidato.

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alessandro tibo


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