Seja rápido, seja célere, corra, vejam a nossa querida Escola Normal antes que vire ruínas

Na semana passada postamos em nosso blog uma crônica sobre um pouco da história do Instituto de Educação Euclides Dantas, a nossa querida e eterna (?) Escola Normal, lugar que serviu para nortear a vida de tantos homens e mulheres de Vitória da Conquista e região. Não foram poucos os ilustres homens e mulheres que brilham nas mais diversas profissões, não foram poucos os nomes que brilham em cada canto do país e que sentaram em uma das cadeiras da nossa estimada escola, a verdadeira extensão do nosso lar.
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Já não temos as nossas quadras esportivas, muito menos o nosso auditório, foram todos acabando, sendo desfeitos pelo tempo e pelo abandono, e ninguém disse nada, e não falam uma palavra sequer, reina um silêncio sepulcral, parece até que foi de propósito, tudo arquitetado, e como a nossa indiferença foi tamanha, veio o “bote” final:
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A Escola Normal será demolida sem aviso prévio, ou melhor, o aviso foi dado ontem, sem nenhuma cerimônia, na manhã de ontem é que chegou ao meu conhecimento. A todo instante chegava essa notícia ao meu celular, ora mensagem de texto, ora através de áudio e também por ligações, do outro lado da linha vozes embargadas, indignadas, pedindo socorro.

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Sinceramente, é preciso ter muita capacidade de convencimento para tentar convencer a população de que a causa é justa, ou seja, faz-se necessário demolir a mais tradicional escola pública de Vitória da Conquista, responsável pela formação de tantos conquistenses ilustres. Lamentável!
“Ah, vai construir ali um Complexo Esportivo”, justificam alguns ignorando, talvez, que o Ginásio de Esportes Raul Ferraz está fechado, interditado, há quase 20 anos, impedindo que ali se realize os jogos escolares que tanto contribuem para deixar os jovens, os estudantes, longe da inércia, dos vícios.
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O que estão querendo fazer com a Escola Normal é um absurdo, um crime, salvo se nos provarem o contrário.
Os historiadores, todos eles, sem exceção, precisam continuar falando da belíssima história da escola que contou com tantos diretores e professores brilhantes, citá-los seria um tremendo erro, pois certamente eu esqueceria alguns deles, o que espero é que a decisão seja revista, abortada e que Durval Menezes, Rui Medeiros, Ana Palmira, Professor Belarmino, Luís Ibiapaba e tantos outros historiadores continuem contando as belas passagens da nossa querida escola.

















Sou ex-aluno desta instituição. Soube da triste noticia pelo querido Durval Nenezes. Logo manifestei minha indignação junto a igos espalhados pelo Brasil. Triste e sem futuro é o país que destrói escolas. Há algum tempo escrevi uma crônica sobre meu tempo na Escola Normal e vi, com alegria e felicidade, que foi reproduzida aqui no blog. Minha intenção foi compartilhar o que aorendi na Escola Normal. Hoje sou um aposentado que mora no Rio de Janeiro, nas que Conquista nunca saiu de mim. Viva a Escola Normal!
Eu fui estudante da nossa querida Escola Normal nos idos de 1960 até mir concluir meus estudos na antigo Ginásio da Bahia (Colégio Central) até me formar na Faculdade de Direito da UFBºª. Sempre fui favoravél ao ensino público e de qualidade, e para demonstrar o que digo, e embora tenha sido um internato o antigo Colégio Taylor Egídio em Jaquaquara não aguentou a concorrência com a nossa Escola Normal, e olha que lá era pago. Considero que a nossa cidade está carente de novos e modernos colégios público, o último a ser construído foi o Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães, que agora é denominado Colégio Modelo Prof. Heleusa Câmara, uma justissíma homenagem. Todos que me conhecem sabem o valor que dou a educação, e quantos e quantos comentários tenho feito no sentido de se construir mais escolas e colégios públicos em Conquista. Considero um crime inominavél, e para tanto precisamos nós movimentar, senão irão fazer o que bem entenderem com a nossa querida escola. Com relação a complexos esportivos ou quadras de futebol, fora as públicas, quase todos os condomininios da nossa cidade possuem, o que mais uma vez demonstra a inutilidade de se querer gastar verba pública nestes equipamentos, temos ainda o Ginásio Esportivo Raul Ferraz,o Estádio Municipal Edvaldo Flôres, o “Murilão” no lado oeste da cidade. Gostaria de saber de quem partiu tão absurda idéia, pois certamente seu nome ficaará guardado no pó!
Quero parabenizar o blog do massinha por encampar essa luta em prol da sensibilidade cultural. Fui aluno de lá e presenciei Massinha como um grande agente cultural da Escola Normal, promovendo esportes e gincanas. Me causou profunda tristeza quando vi que haviam derrubado, durante o fica em casa da pandemia, o belíssimo anfiteatro, um dos principais símbolos da nossa história e que as entidade promotoras de cultura da cidade ficaram silenciadas. Sim, convoquemos o nosso exército: Durval Meneses, Rui Medeiros, Ana Palmira, Paulo Marcio, Edgard Larry e outros que se sentirem indignados. Vamos colocar tinta na pena, nossa principal arma, e vamos saudar Maneca Grosso, Laudionor Brasil, Euclides Dantas, Ernesto Dantas, Erathóstenes Menezes, Nilton Gonçalves, Heleusa Câmara e tantos ouros que defenderam nosso patrimônio cultural, dizendo não ao fim da Escola Normal e de nosso patrimônio cultural.