A noite de ontem no Centro Cultural Glauber Rocha foi um privilégio para os conquistenses e visitantes que chegaram cedo para sentar em frente ao palco, onde o mestre Elomar Figueira de Melo, acompanhado de um afinado coral e músicos especiais faria uma apresentação histórica para os conterrâneos, depois que o nosso grande menestrel se recuperou da COVID, que o levou a ser entubado.

Foi um espetáculo, um presente de Deus, raríssimas vezes percebíamos uma pequena falha na sua voz, passava quase imperceptível e nada que comprometesse a beleza do show, nada que impedisse que os fãs deixassem de enxergar naquele homem a figura bíblica de um ídolo que nos sugere um estilo de vida, um caminho a seguir, um norte que nos indica que a música está além de balançar o corpo, é, sobretudo, quando nos curvamos, dobramos os joelhos e entramos em contrição com Deus.

A música de Elomar é isso, ela retrata a vida do sertanejo, a beleza da caatinga, acalenta a alma humana.

Ontem foi uma noite especial para o público que conseguiu chegar a tempo para assistir a maravilhosa apresentação do nosso grande violeiro, cantador e compositor.