Jerônimo Rodrigues venceu, o que parecia ser impossível, menos para Rui Costa

O candidato ACM Neto começou na frente, disparado, a sua vitória era considerada “favas contadas”, vista como irreversível, e para desespero dos adversários, a derrota seria acachapante e no primeiro turno. Neto tinha as pesquisas debaixo do travesseiro, dormia com elas, estava seguro de si, chegou a esnobar o presidente Jair Bolsonaro dispensando o seu apoio, deixando o nome de João Roma ganhar corpo e se consolidando como nome da direita e hoje, indiscutivelmente, uma pedra no caminho do presidente do União Brasil.
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Enquanto isso, o PT se movimentava e formatava uma grande aliança política para vencer nas urnas e continuar governando a Bahia.
Wagner, Otto, João Leão, ninguém deu certo, só que Rui tinha uma carta na manga. Quando ele apresentou o nome de Jerônimo exclamaram: “quem é ele? Não sei quem é, Jerônimo Rodrigues? Nunca ouvi falar”, diziam incrédulos os petistas e partidos aliados. Aqui mesmo em Conquista vi muita gente jogar a toalha.
Prevaleceu a estratégia do governador Rui Costa, de Wagner e do senador Otto Alencar.
Buscaram o MDB dos irmãos Vieira Lima, Geddel e Lúcio, nesse interim Jerônimo ganhava corpo, crescia o fôlego, e como numa maratona foi controlando a respiração até chegar a grande vitória anunciada no final da tarde desse domingo.
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Jerônimo sai gigante das urnas, ele venceu um candidato fortíssimo, tido como imbatível, vencia com folga, diziam as pesquisas, só que venceu o primeiro turno, contrariando todos os prognósticos. O sinal de alerta acendeu para a assessoria de Neto, não houve tempo para reverter, as adesões aconteciam a todo instante, prefeitos, deputados, lideranças, incontáveis nomes mudavam de time todos os dias.
Jerônimo é o novo governador da Bahia, portanto, o PT governará o estado pela quinta vez consecutiva. A Olívia Flores e outras vias da cidade foram transformadas em micareta.














