Quem perde mesmo é o torcedor, que queria assistir o jogo e um time não comparece. São três pontos na tabela, mas o jogo disputado em campo, com os dois times se enfrentando, a vitória tem um gostinho diferente, o paladar é outro. Vencer por W.O nunca é a mesma a coisa, o sabor é de comida fria, sem sal.

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No futebol, quando um time não comparece ao campo de jogo, ele é punido, as penas aplicadas são duras, diferentemente com o candidato que não comparece ao debate programado por uma tv ou rádio, não existe punição prevista, fica aquela sensação de ausência. Sensação? É realmente um vazio terrível, um silêncio ensurdecedor. Ontem, por exemplo, foi frustrante para o telespectador que ficou prostrado em frente à televisão e não viu o prélio, o embate entre o 13 e o 44, números que representam Jerônimo Rodrigues e ACM Neto, respectivamente. Só resta agora, como punição, a alcunha de fujão, a gozação dos eleitores. Enfim, não aconteceu o grande confronto entre os dois candidatos que disputam o governo da Bahia.

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Jerônimo não foi o primeiro e nem será o último a fazer uso desse expediente, é uma estratégia de campanha, é uma recomendação dos assessores, quase sempre acatadas pelos candidatos. Depende muito da situação em que o candidato se encontra em relação às pesquisas.

Temos um longo histórico de ausências em debates por todo o Brasil: Fernando Henrique, Lula, governadores, prefeitos, etc… já agiram assim.

ACM Neto, claro, “chiou”, reclamou, fez duras críticas ao candidato do PT, que no instante se encontrava em Iguaí, no sudoeste baiano, realizando caminhada.