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“Ficou tudo em casa”, podemos assim dizer. Não houve brigas, muito pelo contrário, foi em paz, de mãe para filha, tudo consensual. Já era esperado, “em time que está ganhando não se mexe”, diria o atual prefeito que já sabia que o resultado seria tranquilo.

Quando o prefeito passou o cargo para a vice, Dona Irma, antes de viajar para Israel, Herzem discursou: “passo o cargo para a nossa abençoada Irma, que será a nossa companheira de chapa na reeleição”. Naquele instante foram desfeitos os sonhos de muita gente que buscava estar no lugar daquela senhora simples e vencedora, como empresária e política.

Olhei para a vereadora Lúcia Rocha, que eu imaginava querer o lugar da atual vice, não percebi nenhuma reação no semblante da edil campeã de mandatos. Desviei meu olhar para mais quatro presentes ao ato, fixei na presidente da CDL, Sheila Andrade, filha de Irma, e observei o seu sorriso de satisfação. Estava desenhando o seu futuro político, a vice de Herzem, e uma breve interrupção para candidatura a deputada, para em seguida sentar na cadeira que tantos homens sentaram e jamais uma mulher sentara, a não ser a sua querida mãe em caráter excepcional.

Claro que tudo isso são conjecturas e falta combinar com a oposição.