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No último domingo, por volta das 20h, recebi uma ligação de um amigo que me pedia o número do celular de outro grande amigo. Pensei, refleti e acabei passando por entender que seria uma falta de cortesia não fazê-lo. Fiz algumas ressalvas diante do dia e da hora, e ele entendeu. Por se tratar de uma pessoa querida e bom papo a conversa fluiria naturalmente. E foi o que aconteceu.
Pra variar, política não poderia ficar de fora, e estrategicamente ele deixou o assunto por último, e “entrou de sola”, como os zagueiros violentos fazem com os atacantes dribladores que só as chuteiras de travas param: “Eu sei que você já sabe, por isso que lhe pedi o número do celular, mas não publica não, para não atrapalhar as negociações finais e frustar tudo”, me disse ele em clima de euforia. Então respondi: “Não sei de nada, a não ser o que já sei (rs)”, mas realmente não sabia ainda do que ele me confidenciaria em seguida. “Você garante não publicar? Senão atrapalha tudo”. Eu só publico o que é verdade e o me autorizam, você sabe disso, respondi-lhe.
Ainda bem que moro no quarto andar e ao cair não deu pra machucar. Isso mesmo, não deu pra segurar, o que ele disse, e se materializar, vai mexer com o que está posto no tabuleiro da sucessão municipal de outubro próximo. Vocês verão.
Até sexta-feira deverá ter novidade no mercado do Bairro Brasil, da Patagônia, do Alto Maron, do Ceasa, nos Supermercados Ipanema, Economia e Central. O produto, apesar de inusitado, terá presença garantida nas quitandas e mercearias. Se quiserem eu conto hoje, se prometerem não contar pra ninguém.