Davi Salomão

Depois de conseguir uma expressiva votação na última eleição à Câmara Federal, o vereador Davi Salomão alimenta a possibilidade de alçar voos mais altos e imagina colocar o seu nome na disputa pela prefeitura de Conquista nas eleições municipais de 2020.

Já afirmara um sábio político mineiro que “política é como nuvem, muda de lugar a qualquer instante”, e o iluminado tem razão, a tragetória do edil conquistense retrata isso.

Tempos atrás o então policial militar foi um dos ativos participantes de uma rebelião da categoria que culminou em cenas que trouxe pavor para a sociedade baiana. Salomão foi o protagonista do movimento policial aqui em Conquista que teve como líder principal no estado o Sargento Prisco. A legitimidade ou não do insurgimento militar, sinceramente, não tenho como me posicionar. Salomão ganhou notoriedade. Candidatou-se a vereador, elegeu-se, meio apertado, mas conseguiu uma cadeira no plenário Carmem Lúcia. Tornou-se o símbolo da direita no Legislativo, mais que isso, impregnou na cabeça do eleitor conquistense a ideia de um governo militar. E os ruidos das conversas de um governo “verde amarelo, ordem e progresso” em Conquista ganhou força e o vereador que teve sua voz propagada por todo o país com a determinação “ponha fogo nas carretas”, passou a ser o representante de uma parcela do eleitorado que não está preocupada apenas em ter um gestor capaz de enxergar a capital do sudoeste da Bahia como a grande metropóle do nordeste, quer, sobretudo, um Messias para dar-lhe as respostas imediatas, mesmo que lá na frente possa rediscutir o nosso futuro.

A nuvem já mudou de posição no céu, Salomão já passou a ser visto com outros olhos. O eleitor conceitual já começa a enxergá-lo com outros olhos, ou seja, os 26 mil votos que o vereador conseguiu nas urnas já o credenciam para que seja levado a sério no pleito que se avizinha. Os eleitores de Bolsonaro entendem que ele seja o seu representante legítimo. Pois é assim que Salomão se vê no tabuleiro da sucessão municipal que tem o próprio Herzem como o mais legítimo inscrito, já que a condição de prefeito lhe assegura esse direito.