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Por Rodrigo Gusmão de Lima

A departamentalização faz parte da organização de uma empresa e o organograma elaborado leva em consideração a divisão por especialidades de cada área. Isso gera inúmeros benefícios, afinal, agrupar processos e atividades em prol dos objetivos traçados é de grande valia.
Mas o propósito desse breve texto não é apresentar as vantagens da departamentalização e sim os seus prejuízos às organizações – isso quando mal utilizada. E em se tratando de um ambiente formado por pessoas, que deixam em segundo plano a máxima de que empresas são organismos sociais compostos pela união de pessoas que almejam um objetivo em comum, não é de se estranhar que até mesmo a setorização venha refletir em prejuízos organizacionais.
O que desejo refletir com esse texto baseia-se em uma expressão muito utilizada pelos colaboradores: “isso não é responsabilidade de meu setor”, ou simplificando: “vou transferir para o setor responsável”. Não que essa segunda frase esteja errada, pois inúmeros problemas devem ser resolvidos somente por um setor específico, entretanto, muitos se valem dessa válvula de escape para evidenciar a falta de pro-atividade quando da necessidade de solucionar um problema que não era prioritariamente seu. É muito fácil usar a departamentalização para se esquivar de mais trabalho – infelizmente é assim que muitos pensam.
A divisão por departamentos nunca será algo ruim na Administração e apesar de todas as mudanças que ocorreram ao longo dos anos em relação a novas formas de organização é difícil vermos uma empresa que não funcione dessa forma. Mediante isso e ao individualismo que paira sobre nossa sociedade, acredito que por tempo indeterminado teremos que lidar com as duas frases mencionadas anteriormente e com empresas povoadas por profissionais “especialistas” somente e TÃO SOMENTE em suas áreas. Cabe uma reflexão de todos nós.