O que existe de diferente entre a prefeita Sheila Lemos e Wagner Alves; o Dr: Alan e sua esposa, Dra. Lara; o ex-presidente Bolsonaro e seu filho Flávio; o prefeito de Itabuna, Augusto Castro, e sua esposa Andréa; ou Marão, ex-prefeito de Ilhéus, e sua esposa, a deputada Soane Galvão? O que há, verdadeiramente, de diferente entre eles?

Faço essa pergunta para convidar a população, os eleitores e os leitores a uma reflexão. Poderia citar outros nomes que também se enquadram no que vou relatar. Na verdade, não apenas poderia: eles podem e devem fazer parte dessa análise.

Quando Raul Ferraz foi prefeito de Vitória da Conquista, quem ocupou a Secretaria de Educação? Sua esposa, minha amiga Maria Célia Ferraz. E quem foi candidato a deputado na família do ex-prefeito Pedral Sampaio? Seu irmão, Anfilófio Pedral. Se não me engano, seu sobrinho Alexandre Pedral Sampaio, homem capacitado e probo, também presidiu a EMURC.

Quem atua ao lado do deputado José Raimundo Fontes senão sua companheira, sua esposa? A mesma pergunta faço em relação ao deputado federal Waldenor Pereira, que conta com a participação de sua companheira nos trabalhos políticos.

E o doutor Guilherme Menezes, ex-prefeito de Vitória da Conquista e ex-deputado? Quem foi a vereadora indicada por ele? Sua esposa, uma querida amiga. Não foi ela?

Se olharmos para o país, veremos que os grupos familiares na política são muitos. Aqui em Vitória da Conquista, porém, surgiu uma celeuma em torno da prefeita Sheila Lemos e de seu esposo, Wagner Alves. Seriam apenas os dois a se enquadrar nesse modo de fazer da política também uma atividade familiar?

Faço essa pergunta sem maldade. Quero apenas que reflitamos sobre por que isso acontece. Para tanto, precisamos olhar para o passado e para o presente, mantendo viva a memória da atuação de nossas lideranças.

Lembro ainda o caso de Marão, ex-prefeito de Ilhéus, cuja família é de Condeúba, minha terra. Sua esposa, Soane Galvão, é deputada estadual da base do governador Jerônimo Rodrigues, enquanto ele agora disputa uma vaga de deputado federal.

Em Itabuna, Augusto Castro foi reeleito prefeito e também integra a base do governo. Sua esposa, Andréa Castro, é candidata a deputada estadual e, segundo informações, poderá obter mais de 40 mil votos somente na cidade.

Portanto, amigos, deixo esse questionamento para entendermos melhor a lógica da política partidária, a formação dos grupos e a escolha dos nomes. Gostaria de ouvir também a opinião dos nossos queridos leitores sobre o assunto.