No ditado popular, poderíamos chamar esse vai e vem envolvendo o mandato do vereador Diego Azevedo de “chove, não molha”.

A cidade vem acompanhando a situação do vereador mais votado de Vitória da Conquista. E, como é do conhecimento de todos, ninguém havia alcançado uma votação tão expressiva na história do município. Não, ninguém. Foram mais de 6 mil votos. Não tenho aqui o número exato, mas essa votação é uma prova da popularidade que Diego demonstrou na disputa eleitoral de 2024.

Diego foi gestor do Hospital Esaú Matos. Contou também com o apoio da prefeita Sheila Lemos, mas houve um rompimento por questões políticas. Foi então que se viu envolvido nessa situação inusitada.

Diego passou a apoiar o deputado estadual Tiago Correia, do PSDB, líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia. Aliás, esse apoio já existia. Tiago o convidou para ser candidato a deputado federal, mas Diego não recebeu garantia de que permaneceria no mandato de vereador. Ainda assim, de forma inadvertida ou não, confiou que não perderia o cargo.

Ele já havia enfrentado duas situações de possível perda do mandato e chegou a ser notificado, mas as decisões foram revertidas pelo TRE. Agora, porém, uma decisão unânime determinou a perda do mandato, e Alisson da Saúde, seu colega de partido, assumiu em seu lugar. Ainda cabe recurso. É uma situação realmente complicada para Diego: depois de uma votação tão expressiva, de uma hora para outra, ele perde o mandato.

Mas, conforme as regras eleitorais, a questão não se resolve apenas pela quantidade de votos que ele recebeu. O TRE baiano entendeu que não houve justa causa para a mudança partidária e, por isso, determinou a perda do mandato. Como dissemos, ainda cabe recurso.