Em um país onde a sociedade está tão dividida, a política está tão polarizada e existe um clima de tensão, já que, no próximo dia
4 de outubro, os brasileiros estarão escolhendo o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, é importante observar também como essa disputa acontece aqui em Vitória da Conquista.

Há, na verdade, uma divisão de lados. As próprias pesquisas mostram uma disputa acirrada. Não podemos arriscar nada. E, em razão disso, mesmo que o voto hoje não seja tão ideológico como já foi em outros tempos, existe uma divisão. São Ba-Vis, Fla-Flus, Santos e Corinthians, e assim por diante.

E Vitória da Conquista experimenta, como sempre, um clima de responsabilidade, de respeito, de cordialidade e de enxergar no adversário apenas um adversário, e não um inimigo.

Eu faço esse preâmbulo para mostrar, conforme está na manchete da nossa matéria, que o deputado Fabrício Falcão consegue se movimentar em diversos campos da cidade, nos mais diferentes segmentos, apesar de pertencer a um partido de esquerda. Evidentemente, existem aqueles que, por convicção, defendem princípios conservadores e uma economia de mercado e, naturalmente, fazem oposição às ideias representadas pelo partido de Fabrício, o PCdoB.

São pessoas que defendem o capitalismo, o agro e um mercado mais liberal, onde a iniciativa privada e o lucro tenham o seu espaço. É compreensível, portanto, que existam divergências com partidos como o PCdoB. Isso faz parte da política e da democracia.

Fabrício, agora, no último final de semana, esteve apoiando um evento que é, sem dúvida alguma, uma marca da cidade, promovido pelo casal Valéria Vidigal e Giano Brito, na Fazenda Vidigal. Lá estavam cafeicultores, máquinas agrícolas, produtores e representantes do agro.

Eis que Fabrício aparece agora em uma reunião ampla, com jovens, crianças e adultos, apoiando uma iniciativa esportiva da cidade. Ele não tem dificuldade em circular pelos quatro cantos de Vitória da Conquista e dialogar com diferentes segmentos da sociedade.

E pode ter certeza: se ele adentrar um espaço qualquer onde esteja a prefeita Sheila Lemos, ele lhe aperta a mão, e a recíproca é verdadeira. O mesmo ocorrerá se ele se encontrar com um candidato de outro partido, como o próprio Wagner Alves. Ele também o fará, dará-lhe um aperto de mão.

Eu conheço Fabrício. E é muito bom que a gente viva um clima como esse. É bom para a cidade, para a política e para Conquista.

Que as divergências permaneçam no campo das ideias e que Vitória da Conquista continue preservando essa capacidade de diálogo, sem transformar o adversário político em um bicho-papão.