Meus amigos, minhas amigas, é interessante observar como o jovem dita tendências, lança moda e influencia os mais diversos setores da nossa sociedade. E a política, naturalmente, também acompanha esse movimento.

O voto jovem tem características próprias. É um eleitorado conectado, irreverente, que acompanha as redes sociais e que também quer ouvir dos candidatos propostas que conversem com suas expectativas e com a realidade que vivencia.

E, quando falamos de comunicação eleitoral, uma coisa já chama a atenção nesta campanha na Bahia: o pagode ganhou espaço.

Falando de Vitória da Conquista, mas podendo estender essa observação para outras partes do estado, candidatos aos mais diversos cargos estão recorrendo a esse ritmo para seus jingles, vídeos e conteúdos nas redes sociais.

É o pagode mesmo. Aquele ritmo envolvente, popular, que faz a galera mexer e que há muito tempo conquistou espaço na cultura baiana. E não ficou apenas na música. Tem também a dancinha.

Os candidatos aparecem dançando, fazendo o passinho, participando de vídeos e tentando utilizar uma linguagem mais próxima daquela que circula diariamente nas redes sociais.

Todo mundo dança. Não adianta fugir dessa realidade. A comunicação política mudou muito e hoje um vídeo curto, uma música que fica na cabeça ou uma coreografia que viraliza pode alcançar milhares de pessoas em pouquíssimo tempo.

Agora, naturalmente, música e dança são instrumentos de comunicação de campanha. O voto será decidido pelo eleitor a partir dos critérios que cada um considerar importantes, seja pelas propostas, pela trajetória, pela identificação política ou por outros fatores.

Mas uma coisa parece clara: os políticos perceberam a força da linguagem das redes sociais e da cultura popular na tentativa de conversar com o eleitorado mais jovem.

E, na Bahia, pelo menos nesta largada da campanha, o pagode conquistou seu espaço.

Vai ter jingle, vai ter vídeo, vai ter passinho e, claro, vai ter dancinha.

Definitivamente, a campanha também entrou no ritmo do pagode.