Essa manchete naturalmente chamará a atenção dos leitores do Blog do Agito Geral. Afinal, como sempre dizemos, política é uma arte, é um jogo, é um grande tabuleiro em que cada peça movimentada pode dar um novo rumo à caminhada daqueles que participam de uma disputa eleitoral.

Isso vale para uma eleição presidencial, para o Governo do Estado, Senado, Câmara Federal, Assembleia Legislativa, prefeituras e câmaras municipais. A política é apaixonante justamente porque os movimentos acontecem a todo instante.

E sabem o que chegou ao nosso conhecimento?

Evidentemente, a informação carece de confirmação. Por isso mesmo, faço questão de tratá-la como uma pergunta e pretendo fazê-la diretamente aos dois envolvidos: o senador Ângelo Coronel, candidato à reeleição, e João Roma, que disputa uma vaga no Senado.

E por que estamos falando sobre isso?

Nos bastidores, comenta-se sobre os números da disputa pelas duas vagas ao Senado. Jaques Wagner, candidato à reeleição, e Rui Costa aparecem como nomes fortes da chapa apoiada pelo governador Jerônimo Rodrigues. Logo atrás, também na disputa, estão Ângelo Coronel e João Roma.

E aí entra aquilo que dissemos no início: política também é fazer conta.

Segundo o que se comenta nos bastidores, Coronel e Roma estariam avaliando uma estratégia para a reta final da campanha. A hipótese seria a seguinte: mais próximo da eleição, aquele que estivesse em situação menos favorável poderia abrir mão da candidatura, concentrando forças naquele que aparecesse mais competitivo.

Seria isso verdade? Existe realmente alguma conversa entre Ângelo Coronel e João Roma nesse sentido? Há um acordo firmado ou estamos apenas diante de mais uma especulação típica de uma campanha eleitoral?

São perguntas que precisam ser feitas aos próprios candidatos antes de qualquer conclusão.

O fato é que são duas vagas em disputa para o Senado, e uma eventual movimentação dessa natureza, caso realmente exista e venha a ocorrer, naturalmente alteraria o cenário eleitoral.

Vejam vocês como é a política. Não basta apenas fazer discurso, percorrer municípios e pedir votos. Também existem estratégia, articulação, diálogo e, naturalmente, muita conta.

Agora, vamos aguardar. E, principalmente, perguntar aos dois personagens dessa história: Ângelo Coronel e João Roma, existe realmente esse acordo? A resposta precisa vir deles.