Pelo que temos acompanhado, esse episódio que envolve a Azul Linhas Aéreas, em relação aos voos entre Salvador e Vitória da Conquista, tende a se prolongar, a menos que haja uma intervenção firme das autoridades competentes.

E quando falamos em autoridades, estamos nos referindo a um esforço conjunto. Prefeitos, vereadores, deputados, o próprio governo do estado, todos precisam se unir, junto com os diversos segmentos da sociedade regional, para buscar uma solução para esse problema que já ultrapassa o limite do razoável. Trata-se de uma situação que impacta diretamente o turismo, os negócios, os empresários e o desenvolvimento econômico de toda a região.

Já vimos, inclusive, manifestações por parte do secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, que sinaliza estar atento e buscando alternativas para enfrentar essa realidade. No entanto, o que temos de concreto até o momento é um cenário que se mostra insustentável, com redução de voos e limitações que não condizem com a importância da nossa cidade.

Nesse contexto, o conquistense Olivério Andrade traz uma reflexão pertinente, com base em um olhar histórico e comparativo, chamando atenção para a gravidade do momento. Ele destaca, de forma crítica, a adoção de aeronaves de pequeno porte, com capacidade bastante reduzida, para atender a uma demanda que, todos sabem, é muito maior.

É uma comparação que merece ser analisada com cuidado, porque evidencia o quanto essa decisão pode representar um retrocesso para a conectividade aérea da região. Seguimos acompanhando os desdobramentos e convidamos você a refletir sobre esse posicionamento, que traduz o sentimento de muitos conquistenses diante dessa realidade.

Leia na íntegra:

“Meu amigo, Massinha!

Os aviões Douglas DC 3 foram utilizados para o transporte de passageiros durante as décadas de 50, 60 e 70. Transportavam até 30 passageiros. Tinham baixos custos operacionais.

Aqui em nossa cidade de Vitória da Conquista, eles foram utilizados até o início da década de 60 pelas empresas Real, Nacional, e por último, pela empresa Loide Aérea Brasileira.

Agora, a empresa Azul, em vez de modernizar a sua frota, ela simplesmente regride e coloca à disposição dos usuários da nossa cidade e região, aeronaves com capacidade de transporte de até 9 passageiros. Sendo que nas décadas de 50 e 60, Vitória da Conquista tinha uma população estimada de 50 mil habitantes.

Isso é um desrespeito total ou uma piada de péssimo gosto!”