Quase diariamente acontecem acidentes graves nas rotatórias que cortam Vitória da Conquista. E os viadutos, quando virão? O silêncio é sepulcral

Meus amigos, caros leitores, escrevo esta matéria com absoluta tranquilidade. Quem acompanhar o histórico do nosso blog sabe que essa não é a primeira vez que fazemos essa cobrança. Pelo contrário. Se alguém se der ao trabalho de pesquisar nossas publicações anteriores, encontrará facilmente várias matérias tratando exatamente desse problema.
Creio que, no mínimo, já publicamos aqui uma dezena de textos alertando para o risco que representam as rotatórias instaladas ao longo do perímetro urbano da nossa cidade. E também já levamos essa discussão diversas vezes ao nosso programa de rádio.
Essa reflexão é necessária justamente para evitar julgamentos precipitados. Muitas vezes temos memória curta e esquecemos que determinados alertas já foram feitos diversas vezes. E é exatamente por isso que voltamos ao tema mais uma vez.
Vitória da Conquista convive hoje com pelo menos seis rotatórias que se tornaram verdadeiros pontos de risco permanente. Em muitos desses locais, os acidentes acontecem quase diariamente. Alguns resultam em danos materiais, outros deixam pessoas feridas e, infelizmente, em algumas ocasiões terminam em mortes.
São situações que se repetem e que não podem mais ser tratadas como algo normal.
Podemos citar alguns desses pontos críticos. A rotatória que dá acesso à estrada de Barra do Choça é um exemplo evidente de perigo constante. Aquilo se tornou um verdadeiro problema de segurança viária.
A rotatória próxima à URBIS VI também é outro ponto crítico, causando congestionamentos, riscos de acidentes e atrasos para quem segue viagem em direção ao sul do estado.
Temos ainda a rotatória próxima ao cemitério, o trevo que leva ao Centro Industrial dos Imborés e também a rotatória nas imediações do aeroporto. São locais onde o fluxo de veículos é intenso e onde as condições de circulação se tornam perigosas.
Diante disso, surge a pergunta inevitável. Onde estão os viadutos que foram prometidos?
Sabemos que obras dessa natureza exigem investimentos altos. São projetos caros e que dependem da participação do governo estadual e também do governo federal. Isso é de conhecimento de todos.
Mas o fato é que os viadutos foram anunciados, foram prometidos e até hoje a população continua aguardando.
Enquanto isso, o silêncio permanece. Um silêncio que podemos chamar de sepulcral.
É preciso reagir. A cidade precisa se mobilizar. Não se trata de uma pauta partidária ou ideológica. Trata-se de uma questão de segurança pública e de proteção à vida.
É necessário que todos os entes se unam nessa cobrança. A prefeita de Vitória da Conquista, o governador do estado, os deputados estaduais e federais, os vereadores, as instituições da sociedade civil, os clubes de serviço e a própria população precisam levantar essa bandeira.
Não podemos continuar convivendo com essa situação que, na prática, se transforma em uma carnificina silenciosa nas rotatórias da nossa cidade.
Os viadutos foram prometidos, inclusive pelo então ministro Sarney Filho. Agora é preciso que essa promessa saia do papel e se transforme em obra concreta.
O movimento Duplica Sudoeste precisa retomar essa luta com força total. É uma batalha diária, mas necessária. E esperamos, sinceramente, que em breve possamos ver resultados concretos para a segurança de quem circula por Vitória da Conquista.
















