Condeúba, como sempre criativa, faz o seu Pré-Carnaval no dia 13 de fevereiro, com o Bloquinho, cuja atração principal é um Café na Praça. Inédito, não é?

Condeúba, nossa querida Condeúba, minha terra amada. Deixei você aos doze anos de idade para vir para Vitória da Conquista, onde fui acolhido de braços abertos e hoje me tornei um cidadão conquistense. Mas nunca esqueço essa terra maravilhosa, meu torrão natal, talvez a principal cidade do sertão da ressaca. Quanta saudade!
Hoje, o São João é comemorado lá em cima, no espaço de forró construído por uma das gestões municipais — não recordo exatamente qual —, mas que virou tradição e recebeu o apoio dos prefeitos que vieram depois, além, claro, do carinho da população. E o São João continua como deve ser: também de casa em casa.
Ruas enfeitadas, fogueirinhas acesas, fogos estourando no céu, café com biscoito, fartura na mesa, quentão, amendoim, licor… uma verdadeira peregrinação afetiva de porta em porta. É o interior na sua essência.
A gente também não esquece dos bailes carnavalescos no antigo clube, que hoje já não existe mais, uma pena. Um espaço que deveria ter sido preservado. Ali aconteciam festas memoráveis. Ensaiávamos marchinhas, cantávamos os sucessos do carnaval do Rio de Janeiro e vivíamos aquele tempo mágico, inocente.
Durante o dia, as caretas desfilavam com seus lança-perfumes dourados, espalhando cheiro bom e alegria. Era brincadeira sadia, diferente de certos exageros de hoje. Mas deixemos isso pra lá. Vamos falar de coisa boa.
A nossa querida Condeúba nunca esquece do passado. Ao contrário, valoriza suas raízes e envolve até os condeubenses que moram fora, que voltam sempre que podem para movimentar a cidade.
E agora vem mais uma prova dessa criatividade arretada do nosso povo: o Bloquinho Café na Praça, um pré-carnaval diferente de tudo.
Dia 13 de fevereiro, às 18 horas, na Praça Santo Antônio.
Já pensou? Música, encontro de amigos, conversa boa, aquele café quentinho, biscoito, risada solta… um carnaval com cara de interior, com cheiro de memória afetiva. Simples, original, do jeito que a gente gosta.
O resultado, meus caros leitores, podem ter certeza: vai dar orgulho. Porque quando o condeubense inventa moda, sai coisa bonita. Parabéns, Condeúba.
Ah… que vontade danada de estar aí, abraçando cada conterrâneo, tomando esse café na praça e celebrando a vida do jeito mais simples e mais feliz que existe.
















