As belezas naturais da vizinha Boa Nova contrastam com o sofrimento das famílias no retorno pra casa. Até quando a Rio-Bahia testará a paciência dos conquistenses?

As imagens não deixam dúvidas: a natureza foi generosa com Boa Nova. São paisagens de encher os olhos, águas cristalinas e cachoeiras que parecem saídas de um quadro. Tudo isso a apenas 90 quilômetros de Vitória da Conquista, nossa vizinha do sudoeste baiano, que abriga verdadeiros paraísos naturais.
Não é preciso, claro, desmerecer as belezas da Chapada Diamantina ou de outras regiões turísticas da Bahia. Mas Boa Nova tem um encanto próprio. e está tão pertinho! Um convite irresistível para quem quer se refugiar do ritmo acelerado da cidade, curtir um banho de cachoeira, ver as crianças brincando, as famílias reunidas e o riso solto ecoando entre as pedras e as árvores.
Lá, conforme relatos — que eu inclusive não conheço —, há restaurantes, inclusive um restaurante que atende bem, com alimentação saudável e preços que não machucam o bolso de ninguém. Mas, por outro lado, quando tudo parece que vai encerrar da melhor maneira possível o dia dos visitantes, dos viajantes, daqueles que passam a semana inteira trabalhando e querem curtir um pouco a vida, ao retornar de Boa Nova e adentrar a Rio-Bahia, aí começa o outro lado da história.

A viagem de retorno, que deveria ser tranquila e prazerosa, transforma-se em um pesadelo. É ao entrar na Rio-Bahia que começa o outro lado da história. Uma fila interminável de caminhões, ônibus e carros se arrasta pela rodovia. Motoristas impacientes arriscam ultrapassagens perigosas, e o que era um domingo de descanso se converte em tensão e medo.
A Rio-Bahia, que há décadas é sinônimo de promessa não cumprida, continua testando a paciência dos conquistenses e de toda a região.
Até quando?
Até quando, Zé Maria Caires, do movimento Duplica Sudoeste?
Até quando, deputados, prefeitos, senadores, autoridades, permitiremos que uma rodovia tão importante continue colocando vidas em risco?
A resposta precisa vir com urgência — porque a cada final de semana, famílias inteiras enfrentam o mesmo calvário, pagando impostos e recebendo em troca o perigo e o descaso.














