Tiago Correia é o líder da oposição ao governo do estado. Ele estaria articulando uma aproximação com Jerônimo, via Adolfo Loyola?

A política é uma ciência, é uma arte. Pra exercê-la é preciso, sobretudo, maturidade, mas não é possível abrir mão da relação institucional do republicanismo e, principalmente, da civilidade. É sabido por todos que o ilustre secretário do governo Jerônimo Rodrigues, Adolfo Loyola, é tido — e é, de fato — como um gentleman. É uma pessoa de fino trato. Ele recebe os opositores, dialoga, conversa de forma bastante consciente, civilizada, evidentemente prima pela lealdade ao governo que integra e defende, mas, ao mesmo tempo, entende que é preciso relacionamento.
E eu tenho certeza absoluta de que Tiago Correia, que é o líder da oposição ao governo do estado na Assembleia Legislativa, membro do PSDB e talvez o principal quadro do partido no interior da Bahia, também é uma pessoa de fino trato. Portanto, os dois se entendem perfeitamente.
Agora, sai a notícia de que o PSDB está meio estremecido com o União Brasil, principalmente depois da confirmação de que a prefeita Sheila Lemos tem como candidato à Assembleia Legislativa o doutor Wagner Alves, seu esposo. Isso trouxe certo desconforto por parte do deputado Tiago, que foi votado expressivamente em Conquista, com aproximadamente 12 mil votos.
E parece que essa situação ainda não está clara no que se refere à relação entre o deputado Tiago e a prefeita. Por isso, é preciso muita reserva e cuidado para que não se especule, não se lancem notícias infundadas e para que as conversas não sejam apenas fruto de devaneios. Vamos aguardar os próximos passos.
Será que Tiago, como líder da oposição, estaria realmente se aproximando do governo? É uma pergunta que eu faço. Cabe uma iniciativa dessa por parte de Tiago? É possível isso? O PSDB é parceiro do União Brasil aqui na Bahia. Até que ponto podemos assegurar esse movimento por parte do deputado Tiago?














