Animais na pista, de quem é a culpa?

Ontem, por volta das 19h, na movimentada avenida Juracy Magalhães, uma vaca causou um acidente envolvendo um automóvel e uma moto, cujos condutores nada sofreram, felizmente, mas o animal ficou ferido e logo em seguida apreendido.
Perdurou um bom tempo para o dono aparecer, o que ocorreu um bom tempo depois e terá que arcar com os prejuízos causados.
De quem é a culpa? Ora, está muito claro que o primeiro culpado é o dono da vaca que permitiu que o animal tirasse uma folguinha, em plena terça-feira, e fosse perambular por uma avenida tão movimentada como a Juracy. Foi intencional? Não foi, mas, no mínimo, ele cometeu um descuido ao permitir que o animal da sua propriedade se desvencilhasse das suas amarras e corresse para a via pública.
É comum vermos animais pastando às margens das ruas e avenidas da cidade, alguns amarras em uma madeira velha de uma cerca e outros em pequenos currais, como, por exemplo, na avenida Olívia Flores. Todo cuidado é pouco.
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Tomei conhecimento do ocorrido através de um amigo, de um cidadão indignado, que questionou uma possível omissão da prefeitura, imputando-lhe a culpa.
Cabe ao leitor refletir sobre a situação e saber quem é o culpado ou quais são os culpados.

Imaginemos que avenida Brumado tenha um número considerável de animais pastando soltos dentro de terreno e que, esporadicamente, um escape e vai para a via pública colocando em risco a vida das pessoas. É recorrente?
Lógico que o proprietário é responsável e a prefeitura também, porque ela sabe que isso acontece e não tomou as devidas providências, convidando o responsável pelos animais para retirá-los dali ou, no mínimo, tornar o local seguro para evitar fugas. Se administração fecha os olhos, ela é omissa.
Enviei a mensagem que recebi do denunciante para os secretários Luís Souza, de Serviços Públicos, e Luís Fernando, da Comunicação. Os dois, de imediato, me deram o retorno, convidaram a população para uma reflexão. Eles sabem que a prefeitura tem que fiscalizar: “todo dia recebemos telefonemas dos quatro cantos da cidade, reclamando contra animais que estão soltos na rua, principalmente cavalos, que nem sempre identificamos os proprietários“, disse Luís. Já o titular da Secom, Luís Fernando, explica que “a população cumpre o seu papel de denunciar”, e entende a indignação de muitos, que num primeiro momento enxerga na administração a primeira culpada, “só que é uma questão de consciência, com isso não estamos fugindo da nossa responsabilidade”.
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Felizmente não tivemos vítimas, só prejuízos materiais. De qualquer sorte, conforme escreveu o denunciante indignado: “Conquista não é uma pequena cidade, animais soltos pelas ruas recomenda mal, precisamos evitar cenas como essa”. E ele tem razão, é feio, muito feio, além de muito perigoso.
Aproveitando o ensejo, já que falamos de animais, o legislativo conquistense precisa cobrar o cumprimento da lei proposta pelo então vereador Miguel Felicio, aprovada por unanimidade, que proíbe cães de grande porte, pitbull, por exemplo, circularem pelas ruas sem fucinheira.














