Ali no TG 06, o Tiro de Guerra, que fica na Praça Sá Barreto, em frente ao extinto Clube Social Conquista, a mesma praça que residiu o líder Jota Pedral, essa casa militar nos anos 60 teve como seu oficial dirigente o Sargento Sales, militar linha dura, que simbolizou o movimento revolucionário que foi responsável pela intervenção que cassou os direitos políticos de muita gente pelo Brasil a fora, inclusive em Conquista, como o próprio Pedral, Ruy Medeiros, Humberto Flores, Raul Ferraz, Everardo e Nud David de Castro (pai e filho, respectivamente), mais o carpinteiro Flávio Vians e Péricles Gusmão, dentre outros.

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Na manhã de hoje, o Tiro de Guerra recebeu um grande número de conquistenses que não se conformaram com o resultado das eleições, consideram que não houve lisura no processo eleitoral que acabou elegendo Lula como presidente do Brasil numa disputa acirrada, onde cada voto foi buscado na unha, tornando o pleito o mais emocionante de todos os tempos, superando o embate épico que tornou José Sarney o dirigente máximo da nação, pós governo militar.

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Não resta dúvida que o então desconhecido deputado Jair Bolsonaro tirou a direita do armário, deu-lhe voz, inspirou a militância e por isso mesmo tornou-se o seu líder inconteste.

Só que os inconformados, certos ou não, que ainda resistem nas ruas, não estão mais sob a sua liderança, como ele próprio disse ontem em pronunciamento oficial: “o povo que está na rua o faz por estar inconformado como se deu o processo eleitoral. Sinto orgulho em ser o líder desses brasileiros”.

Em várias partes do país, a exemplo de Vitória da Conquista, manifestaram vestidos de verde e amarelo, como prova de que estarão com fôlego para, através do voto, tentar buscar o poder para o seu lado, o direito.

Enquanto isso, está sendo preparada a transição, Mourão representará o governo e o Alckimin estará à frente como representante do presidente Lula.

O fato é que o país está dividido ao meio, o próprio resultado da eleição o diz.