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ACM Neto é um político experiente, embora muito jovem, ele trabalha com uma taboada e um livro de Ivanildo Bechara debaixo do braço, ele vive com números dentro da cabeça, com somas sobre a mesa. Neto acompanha tudo o que está ao seu redor e conta com uma assessoria que pensa como ele, age como ele e segue o norte imaginado pelo neto do ex-governador da Bahia, o cabeça branca, Antônio Carlos Magalhães, figura que até hoje boa parte dos baianos venera.

E é exatamente essa “boa parte dos baianos” que inspirou o ex-prefeito de Salvador a nortear a sua campanha de candidato ao governo da Bahia. Buscar o resgate da figura do avô já seria um número significativo para começar um trabalho para vencer o PT no estado.

Esses números estão na cabeça de Neto, ele sabe que o soteropolitano reconhece o seu desempenho como prefeito duas vezes de Salvador, elegendo-o como melhor gestor municipal do Brasil durante oito anos.

Mesmo com o sucesso repetido de Wagner e Rui no estado, o candidato do União Brasil confia que agora é a sua vez e diz “eu me preparei para ser governador da Bahia, administrei Salvador sem ter o presidente da República como aliado, sem ter o governador do estado como aliado, portanto, governarei a Bahia com qualquer presidente eleito”, afirmou o candidato em diversas oportunidades ao longo da campanha, o que trouxe um certo desconforto aos seus eleitores, pois a maioria esperava que ele assumisse o apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

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Que nada, Neto foi deixando o tempo passar, deixando a água correr, esperou a poeira assentar, até que os ânimos foram se acalmando, e hoje fala aos baianos, aos seus eleitores: “você é livre, você vota no presidente que você quiser”. Um claro recado aos seus apoiadores e aos eleitores que preferem votar em Lula, e que podem fazê-lo. Isso fica muito claro que ACM Neto sabe que ele tem muitos eleitores que votam no candidato do PT, mas preferem ele como governador.

Para ser governador da Bahia tem que ter muita disposição e entender de matemática.