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2020: o ano que não terminou

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Por Dr. Afranio Garcez*

• Dedicado à humanidade, aos meus queridos amigos, Bira Mota, Edmilson Gonçalves, Mara Porto, José Carlos Latinha, Pedro Massinha, à minha esposa Carla, e  meus filhos, ao Padre Carlos Roberto Pereira, aos médicos Arnaldo Rocha e Francisco Paulo Ribeiro Rocha (Chicão), ao Prof. Coriolano Moraes, ao talentoso artista plástico, Allan Kardeck Cardoso Lessa (Allan de Kards) Beto Magno VM Filmes, ao diretor e roteirista Lázaro Faria e as confreiras e confrades da Academia Conquistense de Letras, e companheiros da Casa do Cinema da Bahia.

Há um ano, certamente quando estávamos planejando as festas de final de ano, fizemos muitos planos para 2020. Reclamamos muito de 2019. Reclamamos mais do que agradecemos, não é verdade? Daí chegou o tão esperado 2020. Quantos sonhos e planos vimos sair de nossas mãos como água. Quantos planejamentos e expectativas por um ano de número par, dois mil e vinte. E 2020 foi um ano ímpar, diferente de tudo que já vivemos até hoje. As famílias separadas, avós adoecendo sem ver os netos. Netos sem afagos dos avós, pai e mãe longe de seus filhos. Filhos longe de seus amigos. Partidas sem despedidas… Muito choro sem entender por que tão rápido. Sorrisos sob máscaras, rostos cansados com marcas de máscaras. Mãos aflitas à procura de água, sabão e álcool em gel, médicos e profissionais da saúde exaustos, cidades vazias, hospitais cheios, cemitérios sendo preenchidos de rico, pobre, velhos, jovem, crianças, negros, brancos, artistas famosos, anônimos, gente dos quatro cantos do mundo indo para o mesmo lugar, um lugar sem volta… Um vírus e milhões de sonhos cancelados. Um vírus e milhares de famílias destruídas. Um vírus e milhões de expectativas trancadas em casas. Agora sim será que aprendemos a lição que nós foi e está sendo dada, pois como exemplo há exatamente 1 século atrás, havia a famigerada gripe espanhola, a Espanha levou a culpa, porque o vírus foi transmitido através dos ratos dos porões de navios americanos que aportaram naquele país, e só não se transformou numa pandemia como a que agora temos em razão da falta de rapidez de transportes entre os países. Será que nós  entendemos a importância e  a falta que um  abraço faz e que a sua família vale muito?   Entendemos que a ganância pelo dinheiro não vale a pena, assim como  Você a cor da pele não faz diferença, e o que o mais importante é viver. E falar a fase eu te amo pra quem você ama agora, sua esposa, companheira, seus filhos, irmãos ente queridos, seus amigos, e você aprendeu a lição de Cristo, e aprendeu a pedir perdão a quem você ofendeu, ou apenas recitar o Pai Nosso. Será que a economia neoglobalizada fez com que bens materiais como:  roupa de marca, o carro novo e a casa tão cobiçada nada disso você leva quando se vai, e aquele abraço longo e demorado que você não pode dar em seu filho, ou as famílias que irão passar um natal com fome te faz refletir, pois a mim sim. Agradeceu a Deus por cada minuto vivido no aconchego da família, sentiu vontade de sorrir novamente sem máscaras e que podes compartilhar um abraço fisicamente, é viver o hoje intensamente, é viver em harmonia. Se compreender e continua a refletir, então vice entendeu o “Serão da Montanha” do Cristo Cósmico, entendeu que devemos agradecer por ainda nada termos que pagar pelo ar que estamos respirando, enquanto milhares não tiveram esta oportunidade, no Brasil e no planeta inteiro, e então eu agora parafraseio Zuenir Ventura de outra maneira, estamos no final de 2020, o ano que não terminou e que outras gerações jamais esquecerão.

 

*Dr. Afranio Garcez é advogado, ex-professor, escritor, membro de diversas entidades, membro efetivo da Academia Conquistense de Letras, Conselheiro Jurídico da Casa do Cinema da Bahia.

5 respostas para “2020: o ano que não terminou”

  • ERNANE N.A.GUSMAO says:

    Excelente artigo caro confrade e,amigo Afranio….concordo em genero..numero e grau….PArabens

  • Carlos Roberto Pereira says:

    Prezado amigo,
    Podemos dizer que quando vivemos de forma intensa e somos atingidos por acontecimentos importantes com repercussões que adentrarão o futuro, produzindo a sensação de um ano inacabado, então fica a sensação que aquele ano não terminou. Um exemplo claro do que estou falando é o ano de 1968, retratado no livro de Zuenir Ventura. Assim, concordo com você meu amigo e irmão, 2020 será muito provavelmente caracterizado como o ano que não acabou.
    No cenário político, começando na escala nacional e chegando a nossa Vitória da Conquista, podemos dizer que os acontecimentos que marcaram estes ano e que tiveram uma influência para impactar as nossas vidas, foram às eleições e a crise política, a pandemia e o colapso na nossa economia. Dos três, o fato mais marcante foi à irrupção da pandemia do novo coronavírus e suas consequências sobre os sistemas eleitorais e econômicos, mudaram os rumos do país e criaram uma nova realidade.
    Esta nova realidade proporcionou uma intensa aceleração do uso de tecnologia de comunicação para mediar os processos político. O segundo foi à força do poder econômico e o uso da maquina pública e a quantidade de candidatos laranja como forma de fraudar as urnas e o desejo da população, enfraquecendo o processo democrático e colocando em risco o Estado de Direito.
    O terceiro foi o setor econômico e no nosso caso o comercio, este foi sem dúvida alguma, na maior parte do nosso país, o alvo predileto para a redução da circulação de pessoas com vistas a diminuir e/ou controlar a proliferação do vírus. Certamente, o número imenso de pessoas envolvidas e a forte presença do nosso município, como vetor da nossa economia, terminaram levando inevitavelmente a uma paralisação no setor muito mais intenso e duradouro do que qualquer outro.
    A duração dos efeitos da pandemia fez com que diferenças em calendários festivos e estações do ano se tornassem secundária. Em qualquer situação, este ano foi fortemente prejudicado e, no momento, nada indica que em 2021 será possível termos um ano regular nem, simultaneamente, a recuperação do ano que não acabou.
    Parabéns pelo artigo,
    Padre Carlos

  • Elvarlinda da Rocha Jardim says:

    Parabéns caro amigo e Confrade, Afranio Garcez, pela qualidade do texto.
    São reflexões importantíssimas e necessárias, para que o ser humano aprenda a colocar freio nos seus impulsos e desmandos. E eu acredito até, que esse vírus aínda não é suficiente para acordar a humanidade, rumo à renovação de si mesma. Se não se transforma por bem, eis que chega o mal como sinal de alerta.
    Mais uma vez, parabéns pelo texto, e meus agradecimentos pela parte que toca à Academia Conquistense de Letras, que se sente honrada em tê-lo no seu quadro de Acadêmicos.

  • Beto Magno says:

    Excelente artigo! Edperamos que 2021 venha cheio de possibilidades e esperança de uma nova conciencia.

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alessandro tibo


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