Chegou ao meu conhecimento uma conversa à qual não dei prosseguimento, porque não acredito que tenha fundamento: a possibilidade de vereadores votarem contra uma correção técnica referente a um empréstimo anteriormente aprovado pela Câmara.

Na legislatura passada, os vereadores aprovaram por unanimidade os empréstimos encaminhados pelo Executivo Municipal para realizar obras nas zonas urbana e rural. É importante reconhecer a grandeza desse gesto, tanto dos integrantes da base da prefeita quanto dos parlamentares da oposição.

Numa cidade em que a disputa pelo comando administrativo é tão acirrada entre direita e esquerda, vereadores de diferentes partidos entenderam que aquelas propostas mereciam apoio. E todos votaram favoravelmente!

Não vimos reclamações públicas de deputados, lideranças políticas ou presidentes de partidos pelo fato de vereadores do PT, do PCdoB, do PSB e de outras siglas adversárias da administração terem apoiado os projetos. Pode ter havido alguma manifestação em reuniões fechadas, mas publicamente não acompanhamos isso.

Os próprios vereadores explicaram que foram convencidos da relevância das obras previstas para o município. A aprovação permitiu à gestão avançar em intervenções necessárias, especialmente levando asfalto a localidades onde a população aguardava havia muito tempo. Politicamente, esse resultado pode ter incomodado alguns adversários, mas o benefício para a cidade justificava o entendimento.

Agora, com as movimentações para a sucessão da prefeita Sheila Lemos em 2028, surgem comentários de que alguns daqueles que votaram favoravelmente poderão se posicionar contra a correção da matéria. Segundo as informações que chegaram até nós, um erro de redação exige nova apreciação pela Câmara para que a Caixa possa liberar os recursos.

Faço questão de ressaltar: são rumores, sem confirmação de que algum vereador tenha decidido votar contra. E, pela conduta e pela independência dos integrantes daquela Casa, não acredito que uma questão dessa natureza seja tratada como oportunidade de rebeldia ou revanchismo.

Se o empréstimo foi aprovado e a necessidade agora é corrigir um erro técnico para permitir a liberação do dinheiro, por que mudar de posição? Naturalmente, cabe aos vereadores examinar o texto e esclarecer o que for necessário. Mas não creio que as divergências políticas, por si só, impeçam essa correção.

Tenho essa confiança nos 23 parlamentares, sejam da base governista ou da oposição. Eles já demonstraram que podem colocar as necessidades do município acima das diferenças partidárias.

Vamos aguardar a apreciação da matéria. Acredito que esses comentários não se confirmarão e que, no fim, ficará claro que era apenas conversa para criar problema com os vereadores.