Que coisa linda, que coisa maravilhosa! Que noite memorável vivemos ontem no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, na sala da Academia Conquistense de Letras.

Vimos ali uma plêiade de nomes da cultura e da literatura, em um ambiente acadêmico de altíssimo nível. Não posso, nem devo, destacar apenas alguns, porque todos os presentes fazem parte da inteligência e da cultura da nossa cidade.

Estavam ali muitos eruditos, pessoas que sempre estiveram ligadas às artes em Vitória da Conquista. Sem desmerecer outros momentos que marcaram a história da cidade, quero dizer-lhe, meu caro leitor, que o que presenciamos ontem na Academia Conquistense de Letras foi extraordinário.

Historiadores, pensadores, memorialistas e professores ilustres estiveram presentes. A essência da cultura da capital do sudoeste da Bahia reuniu-se naquele ambiente seleto: uma elite pensante, cujo valor está no conhecimento, na sensibilidade e na contribuição às artes. Um grupo que, como se costuma dizer, parecia escolhido a dedo.

Ontem, Conquista foi altaneira. E, por mais que alguém possa dizer que essa homenagem já deveria ter acontecido, a vida é feita no tempo de Deus. Elomar Figueira de Mello, com toda a sua erudição, sua capacidade de compor, escrever e cantar, e com aquela presença que nos lembra uma figura bíblica, foi homenageado pela Academia Conquistense de Letras com uma das mais altas distinções que um homem de sua trajetória pode receber: o título honoris causa.

Hoje, ao amanhecer, ficou para trás uma noite suntuosa e imponente, mas que jamais será esquecida. Os dias e as noites continuarão se sucedendo, mas a lembrança desse encontro permanecerá única e eterna.

A Academia reuniu a nata da cultura de Vitória da Conquista para homenagear um de seus filhos mais ilustres, o mais ilustre de todos, se assim nos permitem dizer. É Elomar quem leva o nome da nossa cidade, por meio de sua arte, para o Brasil e para boa parte do mundo.

Viva Elomar Figueira de Mello!