Ontem a
Câmara Municipal de Vitória da Conquista recebeu um público tão numeroso, tão expressivo, que certamente ficará marcado entre as grandes mobilizações já realizadas naquela Casa.

E podemos dizer, como elas próprias afirmaram, que se trata de uma luta de décadas em busca de reconhecimento. Uma das profissionais que participaram da mesa resumiu esse sentimento ao lembrar que são quase 30 anos de luta pelo reconhecimento.

A sessão especial discutiu o enquadramento dos monitores escolares que atuam na educação infantil na carreira do magistério, tendo como uma das principais referências a Lei Federal nº 15.326/2026.

E vimos uma sessão em que os vereadores que fizeram uso da palavra manifestaram apoio ao pleito da categoria. Os que não se pronunciaram acompanharam e ouviram atentamente toda aquela movimentação.

A sessão contou com a participação do vereador do PCdoB Luciano Gomes, que acompanhou as reivindicações da categoria, e, a cada fala, o que se viu foi uma manifestação de apoio ao reconhecimento dessas profissionais da Educação.

E não podemos deixar de destacar a importância do trabalho dessas mulheres. É uma das atividades mais dignas, se bem que todas as profissões e todo trabalho são dignos. Mas quem participa diretamente da educação e da formação das nossas crianças exerce uma função que merece todo o nosso respeito.

E foi assim. Usaram da palavra, por exemplo, a doutora Gabriela Garrido, o vereador Ricardo Babão, a doutora Lara Fernandes, o vereador do Partido dos Trabalhadores Alexandre Xandó, Márcia Viviane, entre outros parlamentares. E assim a sessão seguiu.

E ainda, mesmo tendo adentrado posteriormente ao plenário, o vice-prefeito Dr. Aloísio Alan também ocupou uma cadeira à mesa e se pronunciou. Fez questão de dizer que não estava ali falando como vice-prefeito, mas como cidadão conquistense, e manifestou apoio aos profissionais, fazendo votos de que essa questão possa encontrar uma solução.

Foi realmente uma manhã em que o plenário da Câmara viveu um dos seus momentos mais movimentados, com essas profissionais ocupando aquele espaço para defender uma reivindicação que atravessa décadas.

Agora, naturalmente, o que elas esperam é que toda essa manifestação de apoio possa avançar para o próximo passo: a regulamentação e a aplicação da legislação no âmbito do município.