O Parlamento é o lugar da fala, da conversa, do diálogo e, naturalmente, das divergências. Isso acontece em qualquer democracia do mundo e, na nossa Câmara de Vereadores, não poderia ser diferente.

Quem coloca o nome à disposição da população, enfrenta uma eleição e conquista nas urnas o direito de representar o povo precisa ter essa legitimidade respeitada. Independentemente de concordarmos ou não com suas posições.

E hoje tivemos uma manhã que considero altamente proveitosa na Câmara Municipal de Vitória da Conquista.

Digo isso especialmente pelo que vimos e ouvimos. E faço questão de reiterar algo em que sempre acreditei: precisamos respeitar aqueles que se dispõem a participar da vida pública. São pessoas que expõem seus nomes, suas vidas pessoais e, muitas vezes, suas próprias famílias para representar os mais diferentes segmentos da sociedade.

Muita gente gostaria de defender publicamente aquilo em que acredita, mas não consegue. Não faz parte do seu perfil subir em um palanque, enfrentar uma eleição, conceder entrevistas, participar de debates ou estar diariamente nas redes sociais defendendo posições e recebendo críticas.

É verdade também que uma parcela da classe política brasileira contribuiu, ao longo do tempo, para o descrédito da própria política. E talvez seja por isso que hoje percebamos uma sociedade mais arredia e, em alguns momentos, até hostil aos homens e mulheres públicos.

Mas precisamos compreender uma coisa: não existe democracia sem política.

Não existe outra maneira de resolvermos coletivamente os nossos problemas senão através das instituições, do Executivo e do Parlamento, legitimados pelo voto popular. E Vitória da Conquista sabe disso.

Hoje, o que chamou a nossa atenção na Câmara de Vereadores foi justamente a existência de um sentimento de convergência quando o assunto é a saúde pública.

Situação, oposição, Câmara Municipal, Prefeitura e Governo do Estado podem ter suas diferenças políticas, partidárias e eleitorais. Isso faz parte. Mas, quando estamos falando da saúde da população, essas diferenças precisam ficar em segundo plano.

Foi daí que surgiu uma expressão muito feliz: é hora de levantar uma “bandeira branca” pela saúde de Vitória da Conquista. E que essa bandeira tremule alto!

A nossa Casa Legislativa entende que ajudou a provocar esse movimento, defendendo a necessidade de entendimento e união de esforços para enfrentar os problemas da saúde em nosso município.

Porque, no final das contas, quem está esperando uma consulta, um exame, uma cirurgia ou um atendimento não quer saber de qual partido veio a solução. O cidadão quer ser atendido. Quer respeito. Quer dignidade. É isso que importa.

Se Câmara, Prefeitura, Governo do Estado e demais instituições conseguirem convergir em torno desse objetivo, quem ganhará será Vitória da Conquista.

Vamos torcer para que essa “bandeira branca” não seja apenas uma expressão bonita pronunciada na tribuna.

Que ela represente, de fato, uma trégua nas disputas políticas quando estiver em jogo a saúde da nossa população.

Porque, quando o assunto é salvar vidas e cuidar das pessoas, não deveria existir situação nem oposição. Deveria existir Vitória da Conquista.