ACM Neto será sabatinado dia 11/8, na Limão Doce; em seguida, será a vez de Jerônimo Rodrigues, com data a definir.

Ontem tive a oportunidade de conversar longamente com José Maria Caires, que está à frente, juntamente com importantes entidades e instituições de Vitória da Conquista, da organização de um encontro para discutir algumas das principais demandas do nosso município e da região.
Participam dessa mobilização representantes da AINVIC, ACEVIC, COOPMAC, OAB, CDL, além de outras entidades que fazem parte desse universo que historicamente acompanha, debate e cobra soluções para as necessidades de uma cidade que não para de crescer.
Aliás, empreender sempre foi uma vocação de Vitória da Conquista. Do pequeno comerciante aos grandes empresários, passando pelas associações de classe, clubes de serviço, sindicatos e demais organizações da sociedade, nossa história mostra uma permanente preocupação com o desenvolvimento do município e de toda a região Sudoeste.
Na conversa com Zé Maria, um dos assuntos foi a questão hídrica. Vitória da Conquista cresceu e precisa discutir alternativas que garantam segurança no abastecimento de água para as próximas décadas. Não podemos pensar apenas na cidade de hoje. Precisamos enxergar o município que teremos no futuro.
Educação, comércio, saúde e construção civil já são setores consolidados e importantes para a nossa economia. Agora, precisamos avançar ainda mais na industrialização. E, quando se fala em indústria, inevitavelmente surgem outras necessidades de infraestrutura, como água em quantidade suficiente, energia, logística e condições para atrair novos investimentos.
Nesse contexto, entra a discussão sobre a Barragem do Rio Pardo. Também aparece outra reivindicação antiga da nossa sociedade, que é a implantação de um Hospital Universitário. Como lembrou Zé Maria, há quanto tempo Vitória da Conquista fala sobre isso? É uma demanda que acompanha o crescimento da cidade como polo regional de saúde e educação.
Outra questão levantada foi o gás. O gasoduto passa por municípios como Jequié, Brumado e Maracás. Então fica a pergunta: por que não Vitória da Conquista? Se queremos fortalecer nossa indústria, precisamos discutir seriamente a infraestrutura necessária para tornar o município ainda mais competitivo.
E, naturalmente, falamos da BR-116. O sonho continua sendo a duplicação da rodovia, uma reivindicação histórica de Vitória da Conquista e do Sudoeste. José Maria demonstra otimismo em relação aos próximos passos e às intervenções previstas para trechos da rodovia na região. Vamos acompanhar e cobrar para que aquilo que estiver planejado efetivamente saia do papel.
Foi uma conversa muito proveitosa. E essas demandas estarão no centro do encontro que as entidades promoverão com ACM Neto no próximo dia 11 de agosto, na Limão Doce. O candidato ao Governo da Bahia será sabatinado e terá a oportunidade de ouvir as reivindicações e dizer o que pensa para Vitória da Conquista e o Sudoeste.
E o mais importante é que o diálogo não ficará restrito a apenas um candidato. O governador Jerônimo Rodrigues também foi convidado, já aceitou participar e deverá passar pela mesma sabatina. Agora, falta apenas definir a data.
É assim que deve ser. Ouvir os candidatos, apresentar as necessidades da nossa terra, conhecer suas propostas e permitir que a sociedade conquistense avalie aquilo que cada um pretende fazer por Vitória da Conquista e pela região.














