Amigos e amigas, publico hoje essa beleza de texto que me foi encaminhada pelo grande amigo Dal Farias, figura sensível, reflexiva e um conquistense ilustre, daqueles que honram a nossa cidade. Morador do bairro Guarani, Dal é alguém com quem troco ideias, mensagens e bons diálogos, sempre permeados de memória, afeto e reflexão.

Conheci Dal por intermédio do professor José Carlos Oliveira, também morador do Guarani, e, mais adiante, tive referências dele através do amigo José Maria Caires. A partir daí, aprendi a admirar essa figura humana tão especial, que traduz sentimentos coletivos com uma escrita simples, profunda e verdadeira.

O texto que ele nos traz é encantador. Confesso que me vi inteiro dentro dessas palavras, como se eu mesmo tivesse escrito. Tem tudo a ver comigo, com minhas memórias afetivas, com os tempos áureos do esporte amador, quando eu caminhava de bairro em bairro com camisas dentro de um saco, distribuindo para os jogos nos campos de terra batida.

Era tempo de menino. Bem antes da foto que ilustra a matéria, já nos anos 70, no Colégio Paulo VI, no Vasquinho do Ramal, no Santa Cruz, entre tantos outros. A gente perambulava pelas ruas da cidade jogando futebol, vivendo intensamente aquele espírito comunitário, simples e feliz. Tempo bom. Tempo inesquecível.

Por isso, faço questão de transcrever e registrar esse texto belíssimo, que me tocou profundamente. Dal, você alcançou a minha alma. Tudo o que você escreveu ali é verdade. Cada linha carrega sentimento, memória e identidade.

A foto do Banguzinho, com as camisas vermelhas, me remeteu a outra lembrança afetiva. Quase cometi um equívoco, mas a cor vermelha me levou imediatamente ao América do Rio de Janeiro, time do qual era torcedor apaixonado o saudoso José Maria Areas, ex-treinador do Conquista e figura marcante do nosso esporte.

Dito isso, deixo a matéria para que vocês leiam na íntegra e se permitam viajar nesse tempo bonito.

“O tempo que todo mundo jogava e se divertiam sem interesses financeiros, botando dinheiro do próprio bolso…como sempre,pouca ajuda do poder público,fora alguns abnegados que agiam como mecenas ajudando o time a se manter na compra de materiais.

Era muito bacana, quando você via o time nos preparativos pra entrar em campo,a distribuição do material,o aquecimento e,a integração do time em busca de um resultado… que nem sempre era o esperado,mas de uma unidade incomum.

Sem dizer que o futebol nos bairros ajudava a movimentar a economia da cidade.

Era o vendedor de picolé,pastel,cocada dentre outras guloseimas que ajudava fazer a festa nas várzeas.

Eram domingos emocionais, que com o fim dos Campos de terra,levou embora estes momentos de diversão da população.

Bons tempos idos dos anos 70/80.

Dal Farias.”