“Dá uma esmolinha, pelo amor de Deus, fi de Deus”, era assim que Cabeção da Alameda, sentado em frente ao antigo Magazine Araci, pedia ajuda aos passantes.

Vitória da Conquista tem suas histórias, seus personagens e suas figuras marcantes. Muitas ainda estão entre nós, outras permanecem vivas na memória coletiva da cidade. São essas histórias que ouvimos, lemos e vemos nas reportagens de rádio, televisão e jornais, despertando a curiosidade do Brasil inteiro sobre a capital do sudoeste da Bahia.
Entre essas figuras simples do nosso cotidiano, estava o emblemático Cabeção. Ele permanecia sentado sobre um papelão, em frente ao antigo Mara, o Magazine Araci, na Alameda. Hoje, naquele espaço, funciona o Spaço X. Cabeção observava o movimento, olhava para um lado e para o outro e, quando alguém passava, repetia com humildade o seu pedido: “Uma esmolinha, pelo amor de Deus, fi de Deus”.
Era assim. E ele partiu.
Há relatos curiosos sobre a sua vida. Dizem que o que arrecadava foi suficiente para comprar pequenas casas nas proximidades do bairro Cruzeiro, deixando-as de aluguel para familiares. Uma história que chama a atenção e que revela como a vida guarda surpresas e caminhos inesperados.
Recebo esse relato sem conhecer o autor, mas faço questão de torná-lo público para que possamos preservar as lembranças e as histórias da nossa querida Vitória da Conquista, uma cidade rica em memórias e personagens pitorescos que ajudaram a construir sua identidade.
Vitória da Conquista caminha rumo aos seus duzentos anos. O tempo segue o seu curso natural, sem pressa. Mas a cidade avança, cresce e se consolida como metrópole regional, capital do sudoeste, reconhecida pelo desenvolvimento e pela força do seu povo.
Muitas histórias ainda serão escritas por novos personagens que hoje circulam pelas ruas, trabalham nas fábricas, nos hospitais, nas escolas, no comércio, nas indústrias e nos sindicatos. Essa é a dinâmica viva da nossa cidade.
E, para encerrar, fica o registro e a lembrança. Que você esteja em paz e junto de Deus, Cabeção da Alameda.














