“A Bahia está esquecida. A concessão para duplicação da BR-116 só deve sair em 2027, após as eleições, e ninguém fala nada”, afirma Zé Maria Caires.

Não cremos que haja alguém em Vitória da Conquista que comemore essa inércia, esse silêncio sepulcral por parte de agentes públicos responsáveis por defender as demandas da nossa cidade e da região no que diz respeito à duplicação da BR-116, a Rio-Bahia, por onde passa grande parte do progresso do país, como bem define José Maria Caires ao dizer que o Brasil anda “nos lombos dos caminhões”.
É triste. É lamentável. Foram batalhas, lutas, reuniões intermináveis, mobilizações da sociedade civil. E, ainda assim, o ano termina com o governo deixando claro que a duplicação, ou pelo menos a concessão, só deverá acontecer após as eleições, em 2027. E aí fica a pergunta inevitável: quantos anos mais de espera virão depois disso?
É desanimador. Tanta luta, tanta cobrança, tanta grita em uma cidade que paga impostos elevados, assim como todos os brasileiros, e chegamos ao fim do ano sem ver uma Câmara de Vereadores mobilizada de forma plena, sem a presença ostensiva de autoridades estaduais e federais, sem a união efetiva das nossas representações parlamentares, independentemente de siglas partidárias.
Era de se esperar uma mobilização mais forte, com a Câmara de Vereadores, a prefeita Sheila Lemos, lideranças da sociedade civil, órgãos de segurança e representantes das comunidades mais carentes, todos falando em uma só voz, exigindo respeito e respostas concretas. Mas esse presente de Natal ainda não chegou para Vitória da Conquista e para o sudoeste baiano.
O sentimento é de frustração. Como uma criança que espera um brinquedo e não recebe. É exatamente assim que nos encontramos hoje. Uma sensação clara de desprestígio do nosso estado diante das autoridades federais.
Ainda assim, resta a esperança. Esperança de que aqueles que lutam de forma incondicional por essa causa continuem firmes, acreditando que, um dia, Vitória da Conquista e toda a região sudoeste serão, finalmente, atendidas.
Leia a matéria completa que nos foi enviada por José Maria Caires, do movimento Duplica Sudoeste:
“DUPLICAÇÃO SÓ EM 2030
Os indícios são evidentes, quando o Ministério dos Transportes agenda o leilão da concessão para depois das eleições de 2026, fica claro que a nova concessão será após 2027.
Transcorrendo tudo sem transtorno, sem interpor recursos no leilão, o processo dura em média 3 anos para conclusão e mais dois anos pra início das obras.
Veja bem o DNIT está restaurando a Rio Bahia, recapeando os trechos críticos e operação tapa buraco. É um sinal nítido de que vai demorar de vir a solução definitiva.
As instalações dos semáforos onde deveriam ser os viadutos é outra demonstração de que não será construído, por enquanto.
Mas, um ponto claro de que estamos esquecidos é não ter nenhuma contestação do governo quando se fala que a DUPLICAÇÃO só será após 2030.
JOSÉ MARIA CAIRES
DUPLICA SUDOESTE”















