Prefeita Sheila conseguiu uma grande vitória, contando mais uma vez com a Câmara de Vereadores, que aprovou o empréstimo de 400 milhões. Apenas dois edis votaram contra.

A prefeita Sheila Lemos encaminhou ao Legislativo Municipal um projeto solicitando um empréstimo de quatrocentos milhões de reais para a realização de obras estruturantes em Vitória da Conquista. Naturalmente, foi necessária uma articulação política intensa para que os vinte e três vereadores que compõem o nosso Parlamento Municipal fossem convencidos da importância e da viabilidade desse volumoso investimento. Assim, a cidade poderá receber, como diz o senso comum, um verdadeiro banho de obras na zona urbana e rural.
Com a aprovação e com esse voto de confiança do Legislativo, a gestora conquistense poderá executar as ações que idealizou e que, certamente, foram amplamente discutidas com o governo municipal e com sua equipe técnica. Não resta dúvida de que a prefeita respirou aliviada com o resultado. Vale lembrar que este é o terceiro grande empréstimo aprovado nos últimos anos. Ainda no governo do saudoso prefeito Herzem Gusmão foram votados o Finisa 1 e o Finisa 2. Na gestão de Sheila, veio o Finisa 3, de cento e sessenta milhões, e agora o Finisa 4, com quatrocentos milhões de reais à disposição para tocar obras que acompanhem o ritmo de desenvolvimento da cidade.
O voto contrário de apenas dois vereadores faz parte da democracia. Pode decorrer de posicionamento ideológico, de interpretação técnica ou simplesmente de consciência pessoal. Mas o fato relevante é que vinte e um vereadores, incluindo parlamentares do PT, PCdoB e PSB, votaram favoravelmente. Com isso, a Prefeitura ganha tranquilidade para planejar e executar o restante do mandato com recursos assegurados.
É importante destacar que, no sistema capitalista, bancos oficiais ou privados não concederiam empréstimos dessa envergadura caso o município não tivesse capacidade de endividamento. Caixa Econômica, Banco do Nordeste e Banco do Brasil, que possuem rígidos critérios de análise e estão vinculados ao governo federal, não disponibilizariam quatrocentos milhões sem uma avaliação minuciosa, sob risco de responderem futuramente por decisões equivocadas.
Da mesma forma, os vereadores, que são os representantes diretos da população e têm a prerrogativa de aprovar ou barrar esse tipo de operação, só votaram a favor após visitas técnicas, reuniões na Caixa Econômica Federal, conversas com a Secretaria de Finanças e com a própria prefeita e seu staff. Buscaram entender, em detalhes, a real capacidade financeira do município e as garantias apresentadas. E fizeram isso porque sabem que serão cobrados no futuro por seus votos.
Portanto, é fundamental compreender que, nesta questão, não houve interferência partidária ou disputa eleitoral. Houve responsabilidade. Parabéns ao Legislativo conquistense pela aprovação desse projeto tão relevante para o desenvolvimento de Vitória da Conquista.













