Edigar Mão Branca provou que é o Rei do Forró! Rony Barbosa, Rege de Anagé e Robertinha seguem fazendo fila
Quando ele colocava o microfone para o público cantar as suas músicas, o Glauber Rocha era um coro só. Crianças, jovens e adultos cantam na “ponta da língua” todos os seus sucessos. Aliás, é preciso que os estudiosos, acadêmicos, professores, críticos musicais, comecem a estudar a obra artística de Edigar Mão Branca, como já é uma prática em relação ao nosso menestrel Elomar Figueira de Melo.
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Não estou fazendo comparações, até porque são trabalhos distintos, são únicos, mas se olharmos bem, sem muito esforço, eles se completam, se juntam, quando a gente perceber que Elomar e Mão tratam do cotidiano do homem e da natureza do Sertão da Ressaca.
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Seria mais ou menos isso, Esechias Araújo, professor Matheus Silveira, faço a mesma pergunta aos historiadores Rui Medeiros, Durval Menezes e Belarmino. Se Heleusa Câmara estivesse viva eu também lhe perguntaria: Edigar Mão Branca é um fenômeno musical com a sua linguagem catingueira? Transfiro a pergunta para a historiadora Ana Palmira, para o jornalista Fábio Sena e para o artista e forrozeiro Del Feliz, já que a nossa querida professora Heleusa Câmara já não está entre nós.
Mozart Tanajura, o filho, professor de Filosofia, pode também responder em lugar do velho Mozart que já partiu.
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O cantador Mão Branca viu um imenso público em pleno domingo, já quase madrugada, se espremendo para ouvi-lo cantar. O artista conquistense deixou o palco consciente que é dono de um fã clube, de torcedores, como são os apaixonados pelos clubes de futebol.
Definitivamente está mais do que provado para nós do sudoeste da Bahia, do oeste baiano e para o povo da Chapada que o compositor exótico e inimitável é o melhor do forró.
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Mão Branca, Rege de Anagé, Rony Barbosa e Robertinha, sem dúvidas, foram os principais forrozeiros do Palco Principal. Eles encheram de orgulho os conquistenses que lotaram durante os quatro dias o Arraiá da Conquista. Foram as grandes estrelas do evento. Não teve ninguém ruim, só feras.
Hermeto Pascoal, Renato Borguetti e Lucy Alves são artistas consagrados, só que no forró, o autêntico forró, o nosso quarteto é muito melhor.
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O secretário de Cultura, Xangai, ousou, ele trouxe três ícones da nossa música de qualidade e o povo aplaudiu, assim como a prefeita Sheila Lemos que aplaudiu os artistas convidados, e ela também sabe que temos em casa pra nossa seleção.
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A festa foi tranquila, segura, sem nenhuma intercorrência. As noites, tipicamente conquistense, o friozinho gostoso se apoderando dos nossos corpos e nos avisando que lá fora tem uma população que não tem o que vestir.
Para quem estava dentro do Glauber era só tomar um quentão e dançar ao som dos nossos forrozeiros em frente ao Palco Principal e a Vila Junina.
Mão Branca, você é um artista de mão cheia.
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A última noite da programação do Arraiá da Conquista foi completa de arte, boa música e performance. A criatividade da Quadrilha Marujos do Abdias, com suas evoluções e beleza plástica, encantou o público; o cantor Leonardo Luna, cantor que já teve composições gravadas por Flávio José e Alcimar Monteiro, seguiu a mesma linha desses grandes ícones e fez o público dançar o bom forró; tivemos ainda as atrações da Vila Junina que fizeram o povo curtir pra valer: Flor de Imbuia e Dona Flor e Seus Dois Kcaique.
Festa melhor do que essa, só outra. Ano que vem tem mais!


































