elomar

Eu sou fã de Elomar, sempre fui, desde os tempos de juventude quando frequentava a residência de Clodovaldo Curcino de Eça, o Codó, de saudosa memória, onde encontrava amigos que curtiam e curtem a boa música como Tom Tom Flores, Albene Siveira, Antônio Roberto Cairo e Vicente Quadros, lá conhecemos Moraes Moreira, Grupo Bendengó e o próprio Elomar.

A música do nosso menestrel chegava bem aos meus ouvidos, o dedilhar do violão, a voz rouca incomparável, as letras que me levavam de volta à Condeúba, minha terra, onde vivi a minha infância.

Ele falando da feira, dos retirantes, das figuras bíblicas… o som agradava bastante aos meus ouvidos, só que eu não tinha ideia da grandeza da obra desse homem extraordinário, desse cantador e violeiro, que sempre teve aversão as luzes, aos holofotes. O que ele gosta mesmo é dos candeeiros, das casas simples, da Casa dos Carneiros, onde ele recebe gente do mundo inteiro para apreciar o seu trabalho, a sua obra, o seu canto, que encanta a todos quando ele mostra a beleza do sertão, da caatinga. Aí é que entendemos que Elomar é um propagador das coisas de Conquista e que o seu querido amigo Xangai tem razão quando me disse: “Pedro, Elomar é o melhor do mundo!”.

Ao nosso grande artista, artesão, o nosso carinho e admiração, e quando voltar ao batente, cante pra gente Função!