“Heleusa sempre foi desprovida de vaidades e pompas”, diz Elvarlinda Jardim, presidente da Academia Conquistense de Letras
A mudança de nome do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães para Heleusa Câmara ensejou a discussão em torno desse assunto que é recorrente na política baiana.
Vejam o que disse a presidente da Academia Conquistense de Letras, Elvarlinda Jardim:
“Massa, eu não discordo do autor desse texto, que, por sinal, escreve muito bem. Louvo até. Mas, entre o primeiro e o segundo nome, mais vale o segundo. De mais a mais, Heleusa sempre foi desprovida de vaidade e de pompa. Hoje, então, que ela conhece a outra realidade da vida, deve estar imaginando o quanto os homens perdem tempo com as frivolidades e vaidades humanas. Nada vale viver criando contendas por fatos assim. Essas pessoas estão mais preocupadas com autopromoção, nem tanto com o nome de Heleusa. A “priori”, achei até interessante a ideia, sem refletir no que estaria por trás. Um nome num prédio, numa rua ou em uma Entidade pode ir embora juntamente com o prédio, levado por uma tempestade. A edificação de cimento transforma-se em pó, Mas do nome fica na memória do povo. São assim as coisas na Terra. Heleusa jamais será esquecida, pois soube conquistar o amor e o respeito de nós outros. Ela exemplificou a sua história com suas ações, enquanto ser humano, professora, escritora e com tantos atributos conquistados durante a sua trajetória de vida terrena. É assim, e sempre será que a traremos na memória.”
















Meu querido e sempre dileto amigo Massinha. Eu pessoalmente fico com a posição adotada pela minha ilustre confreira da Academia Conquistense de Letras, Elvarlinda Jardim, e justifico informando que conheci e convivi com a Professora e escritora Heleusa Figueira Câmara, desde a minha mais tenra juventude, e era muito comum quando eu tinha alguma dúvida sobre alguma matéria que estava estudando recorrer à ela, em especial português, e além da resposta recebia também o conselho em qual livro deveria obter maiores subsídios. Quando começou as reuniões para se fundar a nossa Academia Conquistense de Letras, era comum vê-la conversando com os saudosos Erathóstenes Menezes e Camillo e Jesus Lima, e fato é que a academia foi fundada e tem prestado grandes serviços culturais à sociedade conquistense. Por outro lado, Heleusa Câmara foi uma mulher além do seu tempo, ia ao Presidio Nilton Gonçalves, para alfabetizar os internos e o que muitos não sabem é que além de ter conseguido fazê-lo, foram vários que passaram em vestibular, e até mesmo escrever livros. Foi Heleusa uma das pessoas que mais contribu´ram para a preservação da memória histórica de Conquista, e também vale destacar sua atuação no EJA (Programa de Alfabetização para Jovens e Adultos. Se o fato de ter recebido comendas em vidas, inclusive a mais alta do Estado, foi por puro merecimento, não precisou bajular ninguém. Por isso e por muito mais ainda acho uma justa homenagem à esta ILUSTRE CONQUISTENSE, e acredito que as pessoas que se destacam em qualquer setor da sociedade, para o desenvolvimento e crescimento de um povo merece todas as homenagens. Aqui cabe uma pequena observação. Porque em nossa cidade existe tantas ruas e praças sem um nome de alguém que serviu a esta cidade, e sim conhecida como Rua A, B, Rua n02, 10, etc. Existem muitas pessoas que precisam ser reconhecidas, tantos as que se encontram noutro plano espiritual, como estão no nosso convívio.