Ana Palmira, historiadora, sobre Heleusa Câmara: “Sei que ela não gostaria de uma homenagem que destruísse a história do passado. Nem da UESB, nem de qualquer político…”
“Amigo Durval e caro amigo Massinha, amigos desde a adolescência! Concordo integralmente com todos os argumentos de Durval e também acho que Heleusa nunca aceitaria…………
Durval foi brilhante no seu raciocínio.
Além disso, essa troca contradiz a teoria da história! O colégio Luis Eduardo tem tal nome em virtude de um momento político no qual a sua perda trágica foi amenizada com tais homenagens, acima das questões partidárias.
Essas substituições abruptas também aconteceram muito na história da arquitetura, onde a ânsia de modernizar acaba por destruir um estilo de época.
Muito altar barroco foi substituído pelo neoclássico e muito altar neoclássico, por sua vez, foi trocado por estilos modernos e contemporâneos.
Num desprezo considerável pela História da Arte, e para o nisso prejuízo cultural.
Da mesma forma, muitas casas coloniais tiveram suas fachadas mutiladas e substituídas pelo famigerado estilo *funcional* e, assim, sucessivamente.
Da mesma forma, a UESB tem um nome e uma história. Se querem homenagear merecidamente Heleusa, façam um memorial instalado fisicamente, coloquem um acervo de fotos, textos, audios e livros. É justo e merecido…….mas, sei que ela não gostaria de uma homenagem que destruísse a história do passado. Nem da UESB, nem de qualquer político………..
Ana Palmira
Você está coberto de razão……
Abraço forte.”
















Parabéns Ana Palmira, acho que Durval , Lídice e tantos que convivemos e conhecemos Heleusa, traduzimos o que pensamos… obrigada por comungar conosco aquilo que sabemos não fazer parte de alguém tão responsável pela nossa história, como Heleusa!
Fui, honradamente, aluno da prof. Heleusa na UESB e nos tornamos amigos mesmo depois de terminar o curso. Pessoa admirável e merecedora de elogios e homenagens. Contudo, essa proposta de mudar o nome do Colégio, decididamente, não combina com a postura ética da professora Heleusa. Quem fez essa proposta não conhecia seu lado humilde, despreendido e desapegado dos apelos do ego. Como educadora exercia a plenitude da palavra ao trazer a tona o melhor que as pessoas podiam oferecer. O Colégio Luiz Eduardo já está empregnado de egrégora histórica e isso permanece. Heleusa não nerece homenagens que saem de escombros da ânsia iconoclasta. Heleusa é radiante e merece homenagem que exalte sua inteligência e lucidez.