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Ontem à noite a Globo mostrou que não voltará atrás no seu propósito de enfrentar o presidente Bolsonaro. Parece que não haverá acordo entre os dois.

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Lá atrás o “pega” foi com o ex-presidente Lula, também com Dilma, e nas duas oportunidades os petistas e partidos de esquerda não queriam ver o canal da família Marinho nem pintado de ouro.

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No Fantástico de ontem, 31/10, o apresentador Tadeu Schmidt, dedo em riste, jogou duríssimo, não economizou palavras para criticar o governo Bolsonaro. Ele próprio ou um sujeito indeterminado que teria atacado um repórter da emissora.

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Infelizmente não vi o que aconteceu, quando liguei a televisão já alcancei Tadeu fazendo comentários alusivos ao incidente, já peguei o carro andando.

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O que será desse embate? Hoje o máximo que governo do presidente Bolsonaro conseguirá com a “Vênus Platinada” é anunciar ações governamentais, institucionais, informações que sejam do interesse da população.

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Só sei que está saindo faísca, não tem como radicalizar mais, o embate está no limite da tolerância.

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Enquanto isso, em Conquista o governo segue com a prefeita Sheila Lemos mexendo num terreno arenoso, difícil, buscando pisar em terra firme.

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Desde que assumiu o comando administrativo da cidade, depois do internamento do ex-prefeito Herzem Gusmão, ela vem saltando poças d’água, buracos, espinhos e armadilhas, e conduzindo a sua máquina, que é de todos nós.

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Começou tudo no dia da sua posse, no Cemae tomado de gente, com a ausência de Herzem hospitalizado.

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Foi algo inusitado, jamais visto. Depois de uma longa espera acontece o elemento surpresa, até hoje não explicado para a cidade o roteiro daquele filme.

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O advogado Ademir Ismerin, como um raio, desce do céu e adentra o ambiente solene e impaciente pela longa demora para o presidente da Câmara dar posse, interinamente, à vice eleita, Sheila Lemos.

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Não posso dizer que teria sido um caso típico de “se colar, colou”, até porque o ilustre advogado assumiu a assessoria da prefeitura como um excepcional conhecedor das leis e não colocaria em cheque a sua competência.

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Por um triz não aconteceu o que muitos consideraram um absurdo: “isso pode, Arnaldo?”. Sheila fora eleita junto com Herzem, ela sim é quem teria que assumir. É isso mesmo, srs. advogados?

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Por que não Sheila? Ela foi acolhida por Herzem de forma harmônica e consensual. Por ele, pela família e pelo grupo que jamais ousaria dar um não ao ex-prefeito.

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“Dona Irma, a nossa abençoada vice-prefeita, marchará conosco e, se ela não quiser, indicará um nome da sua confiança”, repetia Herzem com o seu vozeirão que marcou a radiofonia da cidade.

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Claro, lógico, o cargo cairia naturalmente na mesa da empresária e presidente da CDL, a filha de Dona Irma, a já iniciante na política, Sheila.

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Não poderia ser diferente, o que tinha de gente querendo ser escalada ou se auto escalando para ser companheiro de chapa do então prefeito Herzem não estava escrito na Bíblia.

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Herzem estava decidido, deu certo com a mãe, daria também com a filha.

E foi dito e certo, Herzem e Sheila se elegeram no segundo turno depois de uma disputa acirrada no primeiro.

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Aí vem os desígnios de Deus: o ex-comandante da Resenha Geral embarca para São Paulo, de onde não retornou com vida, e, segundo o regimento das câmaras municipais no caso de vacância do cargo, por algum impedimento, assume o cargo de prefeito o seu vice, legitimamente eleito.

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Interinamente Sheila assumiu, sem nenhum favor, era o que a lei previa e prevê. Assumiu e foi leal ao ainda prefeito Herzem, sempre dialogando com ele, mesmo de longe e com a saúde debilitada.

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O que houve afinal? Porque a procuração para Ismerin assumir? Sheila, além de ter sido eleita, gozava da confiança do titular do cargo.

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Quais foram os artificies desse movimento? Talvez, envolvidos com o clima de tristeza que todo o grupo vivia em razão do estado de saúde do prefeito reeleito, não conseguiram raciocinar.

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Quem foi rápido e preciso no raciocínio foi o vereador Andreson Ribeiro que interveio, e em seguida o vereador Chico Estrella fez o mesmo. Os dois não deixaram o ato consumar.

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Assim que foi anunciada a posse por procuração do advogado Ademir Ismerin, eu levantei, cruzei o salão do Cemae e perguntei a um respeitado e conhecido advogado: “meu amigo, isso pode!?”. Ele continuou inerte, anestesiado, olhando o infinito.

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Sheila assumiu definitivamente a prefeitura de Conquista, continuou fidelíssima ao que propusera o seu companheiro de campanha e timoneiro do projeto vitorioso.

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Bem, tudo isso a cidade sabe, e sabe também que ela tem sangue no olho, tem conhecimento da importância do cargo que assumiu e não vai ficar como aluna de autoescola sendo orientada pelo instrutor:

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“Siga em frente, freie, entre à direita, agora pare no sinal”. Ela está dando o seu norte e não poderia ser diferente. E continua dizendo:

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“Eu esperava trabalhar ao lado do prefeito Herzem, mas Deus não quis assim. Farei o possível para honrar a sua memória”.

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A prefeita segue o seu mister, conversando com um, com outro, com todos, e vai conseguindo atravessar a ponte mesmo com olhares desconfiados de alguns correligionários que não admitem a sua intimidade e diálogo com os deputados da oposição e com o próprio governador Rui Costa.

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“Hoje sou prefeita de Conquista, não apenas dos eleitores que votaram na nossa chapa”, diz a prefeita.

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Vereadores de oposição, deputados, críticos, partidos de oposição, até comentaristas políticos dizem que a prefeita começou bem, e isso todos ouviram e leram.