Depois do susto, a vida real: Herzem partiu mesmo
O que poderia ser uma despedida para os familiares, conforme reza os protocolos nestes tempos de pandemia, o ato se transformou na maior homenagem póstuma a um político em toda sua história de quase 200 anos.
O ato de despedida organizado pelo Gabinete Civil da prefeitura municipal e pela Câmara de Vereadores foi impecavelmente conduzido, salvo por não ter sido feito em outro local, com menor capacidade de pessoas, em lugar da belíssima casa de eventos Mediterrâneo, que por sua estrutura já induz a presença de muito mais pessoas, superior ao anunciado no convite: “o velório será aberto apenas aos familiares do Sr. Prefeito Herzem Gusmão, seguindo os protocolos sanitários”.
Na prática não funcionou, sabendo da capacidade do espaço, a população não se conteve e apostou aventurar, dirigiu-se para o Mediterrâneo na esperança de adentrar e dar o seu último adeus ao prefeito reeleito.
O esquema de segurança foi muito bem montado e conseguiu evitar que os herzistas tivessem acesso, evitando assim uma aglomeração exagerada. De forma civilizada, todos foram convencidos a desistirem da ideia, só que não foram para casa, se concentraram em frente ao majestoso espaço de eventos e permaneceram até que o caixão saísse com destino ao Cemitério da Saudade. Ali uma multidão já esperava a chegada do cortejo para prestar a última homenagem ao conquistense ilustre.
Durante o percurso, acompanhado por centenas de carros, motos e bicicletas, milhares de pessoas prostadas em frente as suas casas acenavam, tremulavam bandeiras e entoavam a música da campanha vitoriosa de Herzem e Sheila. Ficou muito claro para todos que nada impediria o povo de ir às ruas, nada, nem protocolos, nem força policial, a vontade popular foi satisfeita, por sua livre e espontânea vontade.
A firmeza da família do prefeito foi notória, a mãe de Herzem, Dona Zilda, de 92 anos, foi um exemplo de fé, de muita crença em Deus, conseguiu passar para os filhos e pra Dona Luci, esposa do prefeito, de que a morte é desígnio de Deus.
Representando a família, Danilo Gusmão, filho de Herzem, fez um discurso destacando o amor que o seu pai sentia por Conquista.
Secretários, coordenadores, servidores, autoridades, vereadores, líderes religiosos e dirigentes classistas fizeram-se presentes no velório. A então vice-prefeita, Sheila Andrade, chegou ao velório conduzida pelo chefe de Gabinete, Marcos Ferreira, e pelo presidente da Câmara, Carlos Dudé.
Dentre os presentes, vimos Dom Josafá, Arcebispo de Vitória da Conquista, o pastor Edilson, da Igreja Nova Sião, o ex-prefeito ACM Neto, Rodrigo Hagge, prefeito de Itapetinga e o deputado Tiago Correia.
Herzem deixou o seu nome escrito na história política de Vitória da Conquista, essa é uma verdade inquestionável!
































Coloquei no Facebook que o único reconhecimento que Herzem precisava era o do povo e esse ele o teve em abundância. De quem mais necessitaria aplausos? Daqueles cujo foco é o poder? Asseguro-lhes que NÃO