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Com o toque de recolher determinado pela prefeitura municipal de Vitória da Conquista seguindo o decreto estadual do governador Rui Costa, mais uma vez o setor de bares e restaurantes sente na pele o rigor da medida. Sobre o assunto, conversei com Dante Gusmão que disse o seguinte:

“Bom dia, Massinha! Veja só, pegou a gente de surpresa, até porque a maioria dos bares e restaurantes de Conquista vinha cumprindo os protocolos corretamente. Nós tivemos reunião da ABRACON durante três dias, e quarta-feira tivemos reunião com o Ministério Público, com a secretária de Saúde, com o secretário de Administração, Vigilância Sanitária, Postura, com alguns blogs, vereadores, CDL, foi uma reunião online. Discutimos essa questão aí, porque existem os dois lados, que é o lado da saúde e da vida, e o lado do desemprego, da economia local.

Nós ficamos cinco meses parados da outra vez, foi o setor mais prejudicado, alguns foram a falência, bares e restaurantes foram a falência, e a gente vem com essa dificuldade, porque o tempo perdido não se recupera.

Foi dito na reunião, até pela secretária de Saúde, Ramona Cerqueira, e o secretário Kairan, que existem estudos em Conquista que com os bares abertos não houve crescimento da Covid19 na cidade.

A gente vinha cumprindo o protocolo, só que aparecem algumas filmagens com o povo na porta dos bares, e a gente não pode fazer nada, porque dentro dos bares a gente vem cumprindo os protocolos, agora do lado de fora, na rua, a gente não tem culpa nenhuma.

Nós sabemos que os leitos de UTI em Conquista só têm setenta leitos pra atender nossa população de quase quatrocentos mil habitantes, e quase dois milhões ao redor. Então, nossa preocupação é o desemprego, não adianta a gente manter as portas abertas com esse decreto, até porque o movimento só começa às 21h. Por isso muitos bares e restaurantes não vão abrir, porque não paga as contas, vamos acatar esse toque de recolher durante esses sete dias, mas pra ser sincero, Massinha, nosso movimento vai cair em 80%. Já estamos pensando em demissão em massa, caso esse decreto se prolongue”, disse Dante, dando demonstração clara de muita preocupação.

E ele finaliza apresentando números: “nosso setor emprega cinco mil pessoas, envolvendo bares, restaurantes, trailers, etc…”