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Como os baianos e turistas do Brasil e parte do mundo esperam pelo momento em que, em frente ao Farol da Barra, o trio do Camaleão estacionado, uma multidão com os olhos fixos naquele caminhão mágico que exala alegria por todos os cantos, olhando, olhando, à espera de Bell, o Rei do Trio, aparecer no centro do palco, e quando ele surge do nada, a multidão vai a loucura, pois a partir dali começará uma linda viagem de seis, sete horas, que parece que não tem fim. E que antes do trio partir, Bell saúda os foliões mais ou menos assim: “bem, gente, que bom que vocês vieram, vocês estão lindos, hoje o dia é todo de vocês, a avenida é nossa, é do Camaleão. Chegou a nossa vez! Pessoal da corda, boa sorte, um abraço a Polícia Militar; “motora”, segue o trio; Aninha, “amore”, um beijo!”.

Não passa de um sonho, apenas o nosso imaginário é invadido por um devaneio, a cidade está vazia, Barra/Ondina, o circuito, está silencioso, está tudo quieto, nenhum trio, nem um isopor, nenhum cordeiro, nada, nada, apenas o barulho das ondas, como se nos desse um aviso: “cuide de mim, eu existo e você me vê, me sente, diferentemente do vírus”. Mas tudo bem, em 2022 estaremos todos de volta na rua, no Pelourinho, na Castro Alves e nos Camarotes.

Não se preocupe, você será exclusivo para Bell e para o Camaleão, vista o seu abadá, e dentro de casa faça a sua festa, a partir das quatro da tarde tem Live de Bell. Corra, procure o cambista da sua preferência e compre o seu abadá, na Central do Carnaval, esgotaram as vendas.