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Todos sabem que foi o Sr. Aurélio e Dona Maria Ozanira que foram os fundadores da Rádio Clube de Conquista. Principalmente ele, mas o que está impregnado na cabeça do povo conquistense como a “cara” da mais tradicional emissora de rádio da cidade é a figura de Maria Emília Caminha de Castro, a filha, a administradora da empresa, apaixonada pelo que fazia.
Emília era uma grande amiga, conselheira, parceira, generosa e incentivadora. Convivi com Emília fora da empresa e dentro dela. Abriu as portas para que eu apresentasse dois programas na “pioneira da cidade”: Massa da Mandioca, às 22 horas, no mesmo estilo do Agito Geral, e Forrozim Apertadim, às 18h, no qual destacávamos a importância do forró e do São João para Vitória da Conquista.
A partir daí nasceu o Massiforró. “Vamos fazer o São João, Emília?” A Convidei. “Faça você, dou-lhe todo o apoio”. E abriu os microfones para mim. Procurei Guilherme Lamego, então presidente da Coopmac, também foi receptivo e disponibilizou o Parque. Conheci Onildo Barbosa, que fora recomendado por Emília para me apoiar. O repentista me passou os contatos de artistas em Campina Grande.
Ela sempre foi muito disponível, acolhedora, alimentava sonhos. Completam hoje quatro anos que Deus a levou pra junto de Si.
Os microfones da Clube sempre foram muito importantes nas decisões políticas e administrativas da cidade. Sempre foram convincentes. A posição que a emissora assumisse já era meio caminho andado. Mesmo que sua voz não se propagasse através deles, mas era através da sua decisão que tudo acontecia.
Maria Emília faz muita falta aos seus familiares, amigos e colegas de rádio. Hoje completam quatro anos que Emília nos deixou.