Uma fatalidade o que aconteceu no Glauber Rocha
Em 1977, o então prefeito Jadiel Matos nos convidou para uma reunião em seu gabinete na Prefeitura de Vitória da Conquista, ele gostaria de conversar conosco sobre o carnaval de rua da cidade. Perdurava uma seca inclemente na zona rural e ele nos indagou: “é justo que o homem do campo não tenha água para beber e eu faça carnaval?” Nada mais mais convincente e respeitoso por parte de um prefeito eleito pelo povo, que tinha as suas preferências administrativas, mas que era o prefeito de todos. Claro que atendemos o apelo do saudoso e democrático prefeito, e nosso carnaval foi realizado nos clubes, bancado pelos associados.
No orçamento dos municípios naquela época, creio, não constava verbas específicas para cultura, turismo e lazer por serem consideradas atividades supérfulas, e para serem incentivadas e realizadas o investimento teria que sair da educação, da saúde, etc…
Explicado isso, vamos ao caso do acidente no Glauber Rocha. Vida que se perde sempre é muito triste, principalmente de um jovem de apenas 23 anos que buscava o seu sustento trabalhando.
Muita gente reclamou porque não gosta da festa momesca, e devemos respeitar. E se o fato ocorresse em espaço particular como perguntou o experiente e qualificado jornalista Giorlando Lima?
O Carnaval não é festa do diabo como muitos apregoam, embora Caetano fale no seu frevo que o baiano “tem Deus no seu coração e o diabo no quadril”. Se formos ao pé da letra, vamos ter que parar com ano letivo.
Desejo que todos possam comemorar o carnaval em paz e que todos sejam protegidos por Deus!














