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No mês passado o prefeito Herzem Gusmão recebeu em seu gabinete um grupo de amigos que foi levar um abraço amistoso ao gestor da cidade. O time foi composto do ex-deputado Elquisson Soares, o desportista José Maria Arêas, o servidor público aposentado João José, além do ex-jogador do Conquista Esporte Clube, Marinaldo Barcelar, o Naldo, o cracaço, o meio campista que tantas alegrias dera ao conquistense nas tardes de domingo no Estádio Edvaldo Flores e, principalmente, no Estádio Lomanto Júnior, quando envergava a camisa do azulino na década de 70. Daquele encontro ficou apenas a lembrança de um papo amistoso e saudável, e também uma fotografia que registrou a última imagem viva de Naldo pelo menos para mim.

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Quando alguém parte não há motivos para alegrias, o que fica é a saudade, mas eu fiquei feliz e comentei com muitos que estavam ao meu lado. Vimos centenas de pessoas que foram levar o último abraço ao amigo querido, foram prestar-lhe, e aos familiares, a última homenagem. Foi muita gente. Portanto, não foi em vão tudo o que ele fez dentro de campo em favor da torcida Mongoió.

Quando recebi a notícia do seu falecimento enviei mensagem a um secretário do prefeito Herzem Gusmão,  sugerindo que Naldo merecia que o seu velório fosse realizado no Memorial Régis Pacheco e que a prefeitura deveria assumir o ritual fúnebre. Nada mais do que justo. Creio que não chegou ao conhecimento do gestor. Acompanhado de secretários, Herzem se fez presente e manisfestou o seu sentimento aos familiares do camisa 10 que jogou ao lado de Tostão, Dirceu Lopes e Piazza no Cruzeiro de Belo Horizonte. Também vestiu as camisas do Leôncio e do Atlético de Alagoinhas, times que disputaram o campeonato baiano de futebol. Mas foi no Conquista que ele mais praticou o futebol arte que ele jogava como poucos.

Naldo e Piolho formaram uma das duplas mais famosas do futebol baiano e brasileiro. Perfilados, com lágrimas nos olhos, estava lá na Capelinha do São Vicente parte daquele time respeitado pelos adversários: o treinador Zé Maria, o zagueiro Celso, o coringa Juraci e o avante Piolho. Os quatro simbolizavam um passado de glórias e uma amizade sincera e fraterna. Naldo partiu, mas deixou para todos nós lembranças de que futebol, além de emoção, é arte. E ele soube praticá-lo como poucos. Vá com Deus, amigo!