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Para algumas coisas não encontramos explicações, para nós elas não existem ou não queremos enxergá-las. Só Deus poderá nos explicar a partida tão prematura do pequeno Henrique Ferraz Graziani, em Salvador, onde os pais Clariana e Gabriel faziam de tudo para salvá-lo.
Foi uma campanha tão bonita, Vitória da Conquista em uníssono se envolveu espontaneamente, todos quiseram ir ao banco de sangue, crianças, jovens e adultos. A mim cabe uma pergunta: Por que não conseguimos salvar o pequeno Henrique? Por que não deixá-lo junto aos seus pais, irmão, avós e amiguinhos? Tanta luta não valeu a pena? Somos definitivamente impotentes, não somos senhores de nós mesmos. Não nos pertencemos. Somos tão pequenos quanto o pequenino Henrique. Mas ele é grande, é enorme, viveu tão pouco, mas conseguiu passar para todos que existe dentro de cada um de nós uma grandeza imperceptível, que só foi descoberta agora quando a solidariedade se fez presente. A luta dos familiares, dos amigos, enfim, a vida de Henrique embora curta, valeu à pena.
Ontem foi Tião, com quase 80 anos, hoje foi Henrique, com apenas 01 ano e 07 meses, cada um com o seu tempo nos deixaram seu legado.