É lamentável, é triste saber que as coisas são feitas de forma improvisada ou talvez até omissa. Ninguém sabe. O que sabemos é que a nossa cidade não pode pagar, nem a região, por erros tão gritantes, pela irresponsabilidade de pessoas que reiteram atos e atitudes inconsequentes, trazendo prejuízos enormes para uma população como é a população da nossa cidade e da nossa região.

As coisas que aconteceram com a BR-116 são incríveis. O que a Via Bahia fez conosco é algo que precisa ser discutido, questionado e, principalmente, acompanhado de perto pela sociedade. E, agora, ainda existe a possibilidade de que ela possa voltar a uma concorrência para continuar administrando essa importante rodovia.

É preciso que Conquista e toda a região estejam atentas. Não podemos aceitar que decisões tão importantes sejam tomadas sem que sejam considerados os interesses de quem utiliza diariamente essa rodovia e de quem depende dela para trabalhar, produzir, transportar e viver.

Leia a matéria, veja o que está acontecendo e tire as suas próprias conclusões. É um absurdo:

“DE QUEM É A CULPA?

Uma concessão mal feita da BR-116 e BR-324 firmada em 2009, perdurou por mais de 15 anos. As obrigações da concessionária não foram devidamente cumpridas e as penalidades das irregularidades pelos descumprimentos tambem não foram cobradas pelo governo, agora não pode chorar o leite derramado. A justiça chegou inclusive condenar em primeira instância a ANTT, por omissão, exatamente pela falta de fiscalização efetiva do contrato.

O mais grave é que a VIABAHIA mesmo sem fazer as obras, ainda pleiteava indenizações que se aproximavam a R$ 10.000.000.000,00 (DEZ BILHÕES DE REAIS), valores bem maiores que o quase um BILHÃO que o governo pagou para a administradora da rodovia, como indenização para romper o contrato.

Veja bem, se a União corria o risco de perder uma ação de R$ 10 bilhões, o acordo de 800 milhões foi um excelente acordo, só esqueceu de deixá-la impedida de  contratar com o governo.

Pois bem, quando alguém recebe valores como pagamento de indenização, é por que tem razão, ou um acordo que seja favorável para as partes, ora se tem razão não tem culpa

O CNPJ da VIABAHIA continua o mesmo de antes, porém a razão social foi alterada logo após o acordo com ANTT, passado a ser CONCROD, supondo que o objetivo era concorrer no proximo leilão.

Não adianta culpar quem não deve.

JOSÉ MARIA CAIRES

DUPLICA SUDOESTE”