Existem momentos que precisamos compartilhar, porque nos trazem aquele sentimento bom de que vale a pena viver, vale a pena a vida. Muito embora estejamos tão distantes uns dos outros, mesmo com a geografia e as circunstâncias, nossas presenças, por mais que pareçam afastadas, continuam próximas.

Pouco nos vemos, talvez apenas um bairro, uma rua ou até a parede de um apartamento nos separe. São os tempos modernos. Estamos, de fato, vivendo um momento difícil, mas, de repente, recobramos o fôlego e percebemos que tudo isso pode ser passageiro.

Tenho valorizado cada vez mais os momentos retrôs, que não apenas nós, mas o mundo inteiro está revivendo. Todos recorrem às décadas de setenta e oitenta, buscando no passado as alegrias que vivemos e compartilhamos, porque, se não formos fortes, seremos tragados por esse vulcão chamado progresso, essa tecnologia que vai, aos poucos, nos afastando da essência.

Ela nos rouba, silenciosamente, um pouco da alma, o sentimento de pureza, de gratidão, de alegria, aquele que nasce num simples gesto, num abraço. É por isso que registro essas fotografias com tanto carinho. Elas marcam um momento de profunda gratificação, porque pude rever pessoas queridas, amigas de longa data.

Margaridinha Flores, no dia 22, na passagem de mais um ano de vida que Deus lhe concedeu, eu fiquei imensamente feliz. E, ao acordar e me deparar com essas fotografias no meu celular, respirei fundo e pensei: “Olha como é bom.”

“Um abraço apertado, um sorriso dobrado, um amor sem fim”, linda canção que eu ouvia ainda menino, nos rádios das residências e dos bares da minha querida Condeúba.

Feliz Natal a todos. E que Deus continue nos oferecendo a graça de viver momentos como esse.